Viagens

Multados 20 passageiros sem teste à covid no aeroporto de Lisboa

Multados 20 passageiros sem teste à covid no aeroporto de Lisboa

Vinte pessoas foram multadas, esta manhã de quarta-feira, no aeroporto de Lisboa, por terem embarcado sem teste à covid-19. Algumas perderam voos à espera do resultado e outras nem sequer chegaram a embarcar com destino a Portugal por não apresentarem teste negativo.

Vinte passageiros dos 39 voos do espaço Schengen controlados pela PSP até às 13 horas desta quarta-feira embarcaram sem teste à covid-19. Destas, dez testaram negativo e as outras dez aguardavam pelo resultado do teste ao final da manhã. "Estas pessoas vão ser autuadas, bem como as companhias aéreas que fizeram o transporte", explicou o intendente Pedro Pinho da PSP aos jornalistas.

A multa mínima para as companhias é de 20 mil euros e para cada passageiro varia entre os 300 e 800 euros. As novas regras de contenção da pandemia, que entraram em vigor esta quarta-feira e vão perdurar até dia 9, exigiam que cada passageiro chegado às fronteiras portuguesas apresentasse um certificado digital válido e um teste PCR ou antigénio negativo. Os passageiros de voos domésticos e os menores de 12 anos estão isentos da obrigatoriedade de testes. Deveriam receber uma pulseira no embarque de forma a, ao chegarem a Lisboa, serem encaminhados para o corredor dos passageiros já controlados, o que não terá acontecido pelo menos com uma passageira num voo da TAP do Porto para a Madeira.

Sem pulseira, Iolanda Mendonça ao chegar ao local de chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, onde agentes da PSP estavam a controlar se os passageiros tinham teste à covid-19, um polícia encaminhou-a para o espaço de testagem onde vários realizavam testes à covid-19. "Paguei quase 600 euros pelo voo e agora perdi o avião porque fui fazer um teste que nem tinha de fazer. Quem vai pagar o prejuízo?", questionou a passageira, visivelmente incomodada e ainda teve de pagar mais 250 euros para apanhar um novo voo. "Vou ver a minha mãe que se sentiu mal ontem à noite e comprei o bilhete de véspera, nem sabia das novas medidas", lamentou.

O JN questionou o intendente Pedro Pinho sobre a alegada falha da companhia aérea ou lapso do agente, mas este disse "não comentar um caso concreto que desconhece". "O passageiro deveria ter apresentado teste no embarque, estava em transferência não tem sequer de sair da área internacional nem de ser controlado", explicou ao JN.

Marina Soares, 62 anos, apanhou avião em Madrid e valeu-lhe ter chegado duas horas mais cedo ao aeroporto. "Consegui fazer o teste à covid-19 e apanhar o voo a tempo, mas muitas pessoas não conseguiram. Foram muitos lugares vagos no avião de pessoas que foram barradas. Foi um grande stress, por sorte ainda fomos a tempo de embarcar", conta.

André Simões, 23 anos, que também veio de Madrid, considera que as medidas foram anunciadas "muito em cima da hora". "Só depois do check-in é que explicaram que tínhamos de fazer teste. Eu por acaso já tinha feito porque vi as notícias, mas muitas pessoas não viram".

PUB

Nesta manhã de quarta-feira, várias pessoas também tentaram aceder ao habitual local de chegadas, que estava e estará interdito até ao próximo dia 9 de dezembro em vão. "Não é muito agradável estar cá fora, já estou há uma hora porque o voo atrasou-se, mas é o que tem de ser", partilhou José Maia, que aguardava por um familiar vindo do Dubai.

Os passageiros de fora da UE e Não Schengen estão a ser controlados por uma equipa de segurança contratada especificamente para o efeito, e sob supervisão da PSP, antes da zona de controlo de passaportes. O inspetor Gonçalo Pereira do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) referiu que foram fiscalizados 25 voos internacionais provenientes de países não Schengen e que foi detetado apenas um passageiro em incumprimento.

Esta medida pretende responder ao aumento do número de casos de covid-19 em Portugal e coincide com o regresso à situação de calamidade, que vai manter-se até 20 de março de 2022.

Estão isentos da obrigatoriedade de testes os passageiros de voos domésticos, os menores de 12 anos e as tripulações.

Estas medidas vão ser fiscalizadas nos aeroportos de Lisboa, Faro e Porto pela PSP e SEF, tendo a ANA - Aeroportos de Portugal contratado uma empresa de segurança privada para controlar a exigência de teste.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG