Covid-19

Graça Freitas sobre o Natal: "Esperemos que seja possível abrandar as medidas"

Graça Freitas sobre o Natal: "Esperemos que seja possível abrandar as medidas"

A Direção-Geral da Saúde está a analisar a proposta das medidas sanitárias para a realização do Congresso do PCP e a preparar uma norma para o uso de máscaras nas prisões. Há 508 surtos ativos. Graça Freitas diz que "vamos ter Natal" mas as medidas a adotar nessa altura dependem do impacto das medidas restritivas que estão agora em vigor.

"Vamos ter Natal de certeza, com mais ou menos pessoas, mais à distância ou menos à distância", antevê Graça Freitas. "Esperemos que seja possível abrandar as medidas restritivas" atuais, acrescentou a diretora-geral da Saúde na conferência de imprensa desta segunda-feira, sobre a situação epidemiológica da pandemia de covid-19, sublinhando que "abrandamento não é relaxamento".

"Já estamos a projetar o que é que se poderá fazer no Natal" mas "temos de esperar para ver o impacto das medidas que foram tomadas na incidência", afirmou Graça Freitas.

Atualmente Portugal apresenta "uma incidência de 758 casos de infeção por cem mil habitantes, sendo que a região Norte é a mais afetada, com 1332 casos por cem mil habitantes, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 500 infeções por cem mil habitantes", indicou.

"Há um dado positivo, é que alguns concelhos com incidência mais elevada apresentam uma tendência decrescente", sublinhou.

É na faixa etária entre os 20 e 49 anos e com 80 ou mais anos que se verifica maior aumento dos casos de infeção.

A taxa de letalidade global é de 1,5% e acima dos 70 anos é de 9,6%.

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Até agora foram realizados 4,3 milhões de testes PCR [de zaragatoa] e 40 mil testes de antigénio [rápidos] com 15,9% de taxa de positividade.

Graça Freitas deixou "três mensagens importantes" aos portugueses: "está na hora de sermos nós a moldar a incidência do vírus" e "está na nossa mão escolher com quem nos encontramos fisicamente", podendo recorrer às alternativas que a tecnologia permite

Já para quem fica em isolamento no domicílio, por serem doentes ligeiros ou que estiveram em contacto com alguém doente e pode o vírus ainda estar a incubar, há que não esquecer as regras: "não receba visitas", apela a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS), enumerando depois que se deve fazer o controlo da temperatura, ficar numa divisão da casa, arejar bem essa divisão, colocar os resíduos num saco próprio, usar um wc único ou fazer a limpeza adequada após cada utilização, se tiver de utilizar outras divisões da casa usar máscara, manter a distância e não partilhar objetos. "Estar isolado pode ser difícil", reconhece Graça Freitas, "mas é temporário".

A DGS está a analisar a proposta das medidas sanitárias para a realização do Congresso do PCP.

"A DGS teve conhecimento da documentação através da autoridade de saúde regional de Lisboa e Vale do Tejo e a proposta está em análise", disse Graça Freitas, quando questionada sobre a realização do Congresso do PCP, entre os dias 27 e 29, em Loures, no distrito de Lisboa.

Graça Freitas indicou que estão identificados no total 508 surtos em Portugal continental e explicou que "na região Norte pode haver uma ligeira subnotificação devido ao elevado números de casos" existentes atualmente.

Assim, há 182 surtos em lares, dos quais cinco em unidades de cuidados continuados; há 94 surtos em estabelecimentos de ensino (desde creches ao Superior, público e privado) com 814 casos confirmados; 37 surtos em instituições de saúde com 397 casos ativos e 435 casos confirmados em prisões.

A propósito das prisões, a diretora-geral da Saúde disse que a DGS está a trabalhar com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) "para fazer uma orientação sobre o uso de máscara em ambiente prisional" embora o conceito seja o existente a nível geral, de uso de máscara em ambiente fechado - exceto quando se estiver na "bolha" de convivência - e em ambiente aberto quando não é possível garantir o distanciamento físico.

Questionada sobre o plano de vacinação contra a covid-19, Graça Freitas sublinhou que Portugal está a fazer um "acompanhamento a nível europeu para adquirir vacinas" e "o plano de vacinação tem sido feito ao longo dos últimos meses", desde que começaram a ser anunciadas as diversas vacinas contra o SARS-CoV-2.

O plano prevê, o transporte, armazenamento, distribuição, formação e administração, explicou Graça Freitas, e "haverá um ponto de chegada ao país e de distribuição para as farmácias".

Já sobre os grupos de risco considerados prioritários para receber a vacina "só quando a Agência Europeia do Medicamento aprovar as características das vacinas saberemos a quem se destinam".

"Estimamos 1,5 milhões de pessoas já vacinadas contra a gripe", indicou a diretora-geral da Saúde, anunciando que "dentro de poucos dias" será revelado um estudo chamado Vacinómetro que "aponta os grupos de risco das pessoas vacinadas".

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