Saúde

DGS lança guia para preparar lanches escolares saudáveis

DGS lança guia para preparar lanches escolares saudáveis

Pão de mistura, leite simples e fruta são alimentos "a privilegiar" nas lancheiras das crianças e jovens. Sumos de fruta, bolachas ou fatia de bolo caseiro podem entrar de vez em quando". Mas nunca pão de leite, iogurtes com pepitas ou refrigerantes.

Preocupadas com o impacto do confinamento na obesidade da população escolar, as Direções-Gerais da Saúde e da Educação lançam, esta segunda-feira, um guia prático sobre como preparar lanches escolares saudáveis.

No dia em que o segundo e terceiro ciclos do ensino básico regressam às aulas presenciais, depois de longos 94 dias à distância, é disponibilizado a encarregados de educação, professores e educadores um manual que apresenta algumas regras que devem orientar a preparação de um lance saudável, para a manhã e para a tarde, e consoante a faixa etária.

A lancheira deve incluir cinco grupos de alimentos: cereais e derivados, laticínios, fruta e frutos gordos e hortícolas. E a água nunca pode ser esquecida.

No guia, são elencados os alimentos "a privilegiar", como pão de mistura, iogurte natural, fruta fresca, leite simples, queijo ou hortícolas. Os que devem entrar na lancheira "de vez em quando", como sumos de fruta, bolachas cream-craker, manteiga ou fatia de bolo caseiro. E aqueles "a evitar" - pão de leite, bolachas recheadas, iogurtes com pepitas ou barras de cereais comerciais ou refrigerantes e néctares. Há também sugestões de ementas e receitas.

"São várias as razões para prestarmos atenção ao que colocamos nas lancheiras das crianças", alerta a DGS, preocupada com as consequências do confinamento na obesidade das crianças e jovens. As interrupções da atividade letiva e "a necessidade de uma permanência prolongada em casa, têm alterado a rotina de milhares de crianças e jovens. Menos atividade física e alterações no comportamento alimentar podem ser comportamentos promotores do ganho de peso ao longo deste período", pode ler-se na nota de imprensa.

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Em Portugal, 29,6% das crianças entre os 6 e os 9 anos têm excesso de peso, incluindo obesidade. "Uma percentagem ainda muito elevada", reconhece a DGS, "mas que ao longo dos últimos anos tem vindo a decrescer".

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