Covid-19

DGS recomenda que cemitérios e crematórios funcionem no máximo

DGS recomenda que cemitérios e crematórios funcionem no máximo

A Direção-Geral da Saúde atualizou as normas para a realização de funerais de pessoas com covid-19 e recomenda que, dada a situação atual de mortalidade aumentada, os cemitérios e crematórios deverão funcionar na sua capacidade máxima.

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), os cemitérios e crematórios devem funcionar, preferivelmente, em horário e calendário alargado, o que deve ser assegurado pelas entidades responsáveis pela sua gestão.

Na norma, a DGS explica que tal como em outros países da Europa, tem-se verificado em Portugal um número de mortes por covid-19 mais elevado do que seria de esperar e é necessário acautelar, e manter atualizados, procedimentos de forma a serem garantidos funerais dignos, realizados com um mínimo de risco para todos.

Os agentes funerários, refere a DGS, devem manter uma boa comunicação com os familiares explicando-lhes o regime de exceção vigente devido à pandemia da covid-19, com procedimentos que serão diferentes do habitual, por forma a minimizar a potencial da transmissão da doença e manter a dignidade da cerimónia.

Esta atualização das regras prevê que seja mantido o procedimento do reconhecimento visual do corpo por um familiar próximo, sempre que o houver.

PUB

Para a cerimónia fúnebre/funeral, o caixão deve preferencialmente manter-se fechado, mas caso seja esse o desejo da família, e houver condições, pode permitir-se a visualização do corpo, desde que rápida, a pelo menos um metro de distância.

A DGS acrescenta que a visualização do corpo pode também ser conseguida através de caixões com visor não sendo permitido, em qualquer uma das situações, tocar no corpo ou no caixão.

A norma refere também que todos os presentes na cerimónia fúnebre devem usar máscaras faciais, incluindo o pessoal funerário e religioso, bem como manter o distanciamento físico de dois metros.

A sepultura em jazigo pode ser efetuada desde que cumpridas as regras, incluindo o uso de urna adequada, selada.

Embora refira que até à data, não há prova de contágio e infeção pela exposição aos corpos de pessoas que morreram com SARS-CoV-2/COVID-19, dado que a emissão de gotículas ou produção de aerossóis é inexistente no cadáver, a DGS aconselha que todos os profissionais de saúde ou outros que manipulem ou preparem o corpo, devem usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) apropriado, de acordo com as precauções básicas de controlo de infeção, nomeadamente luvas, bata ou avental impermeável descartável e máscara cirúrgica.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG