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Doentes imunodeprimidos recuperados da covid-19 devem ter vacinação completa

Doentes imunodeprimidos recuperados da covid-19 devem ter vacinação completa

As pessoas recuperadas de infeção com o novo coronavírus e que apresentem imunodepressão vão poder receber a vacinação completa, anunciou a Direção-Geral da Saúde, ao reiterar que, na generalidade dos doentes, a infeção natural pelo vírus confere uma "imunidade robusta".

"Em Portugal, no caso das pessoas que recuperaram de infeção e que apresentam condições de imunossupressão [por exemplo os doentes oncológicos, que estão imunodeprimidos], a DGS recomenda também que sejam administradas duas doses de vacina nas vacinas com esquema vacinal de duas doses e com uma dose de vacina nas vacinas com esquema vacinal de uma dose", adiantou à agência Lusa o organismo liderado por Graça Freitas.

Segundo a DGS, os dados conhecidos demonstram que a infeção natural pelo vírus "confere imunidade robusta e duradoura durante pelo menos seis meses" e que a informação disponível "continua a sugerir que existe um risco muito baixo de reinfeções, neste período, em pessoas recuperadas".

Em Portugal, os recuperados de infeção estão a ser vacinados com uma dose, uma vez que, segundo a DGS, os dados disponíveis têm demonstrado que esta solução aumenta os "títulos de anticorpos contra SARS-CoV-2 para níveis semelhantes aos verificados em pessoas, sem história prévia de covid-19, vacinadas com o esquema completo de uma das vacinas utilizadas" no país.

Recomendação europeia

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) recomendou, esta sexta-feira, a administração de duas doses de vacina contra a covid-19 a pessoas de risco, mesmo que tenham estado anteriormente infetadas.

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"Na ausência de provas sobre a eficácia de uma dose de vacina em indivíduos previamente infetados contra o previsto domínio da variante de preocupação delta, [...] o ECDC aconselha a administração de um curso completo de vacinação a todos os indivíduos com risco acrescido de covid-19 grave, independentemente da infeção anterior", indicou o organismo em resposta escrita enviada à Lusa.

A posição surge numa altura em que países como Portugal, Áustria, Croácia, Estónia, França, Alemanha, Irlanda, Holanda, Eslovénia e Espanha administram apenas uma dose de vacina a pessoas anteriormente infetadas, e em que a variante delta, inicialmente detetada na Índia e mais transmissível que qualquer outra, se propaga rapidamente na União Europeia (UE).

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