Financiamento

Diretora do Românico assume defesa da raspadinha do património

Diretora do Românico assume defesa da raspadinha do património

A diretora da Rota do Românico assumiu que é "uma grande defensora" do financiamento alternativo ao investimento público para a manutenção e conservação do Património Classificado.

"A raspadinha do património, é uma delas, mas também pode ser 0,5% do IMI", disse Rosário Machado esta terça-feira à tarde ao JN, à margem da assinatura do auto de consignação das obras de conservação e salvaguarda da Igreja de Santo Isidoro, no Marco de Canaveses.

A responsável lembra que os municípios, por exemplo, têm a responsabilidade de dar apoio às primeiras linhas de necessidade das suas populações e, como o dinheiro não estica, considera "extremamente importante que haja alternativas" de apoio. "É um esforço que toda a Nação e todos os portugueses dão para aquilo que é um bem maior que é deles", justifica.

No caso especifico das obras na Igreja de Santo Isidoro, a empreitada que deve arrancar logo após a Páscoa, tem um orçamento de 162 mil euros, financiados a 85% por fundos comunitários resultantes de uma candidatura conjunta da Rota do Românico e da Associação de Municípios do Baixo Tâmega. O resto da fatura será paga pela Câmara do Marco de Canaveses. O prazo de execução da obra é de 180 dias. A empreitada vai intervir nas coberturas, paredes, vãos, pavimentos, tetos da igreja e valorização do adro.

PUB

A obra, no dizer da autarca local, Cristina Vieira, é "muito desejada pela população, preocupada com a sua preservação, realçando o facto de, no atual contexto pandémico, "o Município de Marco de Canaveses e a Rota do Românico" continuarem a "levar a cabo um conjunto e obras, sobretudo estas que são de grande importância para nós e que têm a ver com a preservação da memória e preservação do nosso património, porque este é um monumento nacional".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG