Sistemas de informação

Diretora-Geral da Saúde pede que se deixe de denegrir o país

Diretora-Geral da Saúde pede que se deixe de denegrir o país

A diretora-geral da Saúde pediu, esta quarta-feira, no Parlamento, que se deixe de denegrir o país, dizendo que Portugal tem péssimos sistemas de informação. E garantiu que temos plataformas informáticas que foram pioneiras na Europa.

A declaração da diretora-geral da Saúde surgiu após a intervenção do deputado do partido Chega.

André Ventura questionou Graça Freitas sobre a "confusão de dados" que a Direção-Geral da Saúde (DGS) disponibilizou aos investigadores, nomeadamente o reporte de um homem grávido, e a falta de cuidado com a proteção de dados pessoais.

Graça Freitas reagiu admitindo que o sistema de informação não é perfeito, mas vem sendo aperfeiçoado todos os dias.

"Gostava que se deixasse de dizer que Portugal tem péssimos sistemas de informação. Não é verdade, é um sistema de informação robusto que não é perfeito, mas vem sempre melhorando", afirmou no final da audição conjunta das comissões de Saúde e do Trabalho e Segurança Social.

Graça Freitas referiu ainda que "não somos um país desgraçado" em termos informáticos, tendo plataformas que foram pioneiras em toda a Europa como o SICO (que regista os certificados de óbito), o SINAVE (notificação de doenças) e o Trace Covid (criado para o seguimento em casa dos doentes com sintomas ligeiros da doença).

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"Houve um grávido? Houve sim, senhor deputado. Peço imensa desculpa, mas é isso que torna um sistema de informação mau?", atirou a diretora-geral da Saúde.

No final, Graça Freitas esclareceu que as críticas e o apelo que fez não se referiam "a esta bancada nem a nenhum senhor deputado, mas a quem quer denegrir o país".

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