Eleições

Dirigente do PS quer decidir apoio presidencial em primárias

Dirigente do PS quer decidir apoio presidencial em primárias

Daniel Adrião, líder da tendência minoritária da direção do PS, defende que a decisão sobre o apoio do partido nas presidenciais deve ser tomada em eleições primárias ou mediante referendo interno. Sobre a relutância de Augusto Santos Silva em apoiar Ana Gomes, atirou: a decisão "não compete ao ministro".

Ao JN, Daniel Adrião argumentou que a direção socialista deve ter em conta a "diversidade de opiniões e a divisão clara" que existe no PS sobre o tema. Para as superar, defende uma consulta interna "o mais participada possível" e aberta a todos os "militantes e simpatizantes", de modo a ouvir a "base social de apoio" do partido.

O dirigente vai propor essa solução na reunião da Comissão Nacional, a 24 de outubro. Acredita que o processo seria "muito fácil", pouco dispendioso e feito totalmente através de via eletrónica. Poderia ficar concluído "ainda durante o mês de novembro", estima, lembrando que António Costa chegou a defender que o partido só discutisse os apoios para as presidenciais em dezembro.

Nas primárias preconizadas por Adrião, os candidatos "não têm, necessariamente, de ser militantes do PS", desde que respeitem as ideias do partido. Caso não surja nenhum candidato além de Ana Gomes, o membro da comissão política nacional do PS defende a realização de um referendo interno para apurar se o partido apoia a militante ou se dá liberdade de voto.

Daniel Adrião apoia Ana Gomes e não tem dúvidas de que o PS deveria fazer o mesmo: "Liberdade de voto, neste momento, significa dar luz verde para que os dirigentes do PS apoiem o candidato da Direita, Marcelo Rebelo de Sousa", considerou.

Rejeita semelhanças com Ventura

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse esta terça-feira, à TVI24, que "não se combatem extremismos com outros extremismos". A frase aludia a André Ventura, candidato do Chega - que não foi citado diretamente -, e justificava a relutância do governante em apoiar Ana Gomes. Para Daniel Adrião, a suposta simetria entre Ventura e Gomes "não tem base factual".

Esta quarta-feira, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, defendeu Ana Gomes, dizendo não desejar vê-la "vilipendiada" por militantes e dirigentes do PS. O partido irá decidir quem apoia nas presidenciais a 24 de outubro, estando em cima da mesa não se associar oficialmente a nenhum dos candidatos.

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