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Discriminação atira doentes com esclerose múltipla para reforma antecipada

Discriminação atira doentes com esclerose múltipla para reforma antecipada

Sintomas de esclerose múltipla são encarados como "fita". Doença progressiva é incompreendida.

Portadora de esclerose múltipla, Madalena Rafael reformou-se aos 44 anos. Ao longo de 12 anos, trabalhou em três tribunais, como oficial de Justiça, onde garante que enfrentou situações de discriminação constantes, da parte dos chefes e dos colegas. Apesar dos sinais evidentes da debilidade, entendiam que Madalena Rafael estava a "fazer fita", pelo que foi sujeita a situações humilhantes. Este domingo, assinala-se o Dia Mundial da Esclerose Múltipla.

Madalena, hoje com 51 anos, identificou os primeiros sintomas da doença quando tinha 22. "O meu pé direito começou a ficar muito branco e sem força, e comecei a coxear", recorda. "Não sentia a água a ferver". O diagnóstico chegou depois de ter feito uma punção lombar e uma biopsia. "Como desconhecia a doença, eu e os meus dois irmãos fomos à enciclopédia ver e começámos todos a chorar. Foi um choque muito grande".

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