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Dispara o consumo de medicamentos para dormir

Dispara o consumo de medicamentos para dormir

Portugueses gastaram quase 74 milhões de euros em tranquilizantes, hipnóticos e sedativos em 2020. Valor estava em queda desde 2017.

A venda de indutores de sono cresceu 14% no ano passado em Portugal. Em queda desde 2017, o consumo de tranquilizantes, hipnóticos e sedativos teve um aumento de vendas durante a pandemia e o confinamento, ascendendo aos 73,648 milhões de euros contra 64,710 milhões no ano anterior. Um valor que não surpreende Joaquim Moita, presidente da Associação Portuguesa do Sono: "Os portugueses dormem pouco e mal e procuram ajuda", disse ao JN. O Dia Mundial do Sono celebrou-se sexta-feira.

"A insónia e as outras patologias do sono são transversais a todas as idades, a homens e a mulheres, crianças e adultos, e aumentaram muito no último ano", explica Ana Paula Santos, responsável pelo centro do sono no Hospital da Lapa, no Porto. "Ficar em casa gera ansiedade, perdem-se hábitos de atividade física e tudo isso se reflete no sono ou na falta dele", frisou a médica.

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