Parlamento

Limpeza da poluição no Tejo vai custar um milhão de euros

Limpeza da poluição no Tejo vai custar um milhão de euros

O ministro do Ambiente, Pedro Matos Fernandes, adiantou esta quarta-feira que só foram retirados 60 metros cúbicos de efluentes dos 30 mil metros cúbicos acumulados no Tejo.

Matos Fernandes, a responder na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação sobre a poluição no Rio Tejo, disse que só daqui a um mês será apresentado um plano definitivo para a remoção dos sedimentos. Para já, está a ser adquirido o equipamento para o efeito.

O deputado André Silva, do PAN, perguntou ao ministro quem é que vai pagar a remoção dos sedimentos do Tejo. "Vamos ser todos nós ou as empresas de celulose?"

Matos Fernandes indicou que a remoção global dos efluentes vai custar entre um milhão e 1,2 milhões de euros, uma verba que, explicou, será paga pelo Fundo Ambiental.

A sessão começou com o Bloco de Esquerda a questionar o ministro do Ambiente sobre o que vai ser decidido quando terminar, a 5 de março, o prazo que restringe as descargas da empresa de celulose Celtejo no Rio Tejo.

A Celtejo é uma empresa de celulose de Vila Velha de Ródão e uma das fábricas de pasta e papel da Altri (pertencente a Paulo Fernandes, que detém também o jornal O Correio da Manhã).

O governante não respondeu ao Bloco, que voltou a pedir a responsabilização da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Igualmente, André Silva, do PAN, responsabilizou a APA. Ao autorizar a licença que permitiu à Celtejo triplicar as descargas no Tejo, "a APA legalizou um crime", defendeu.

Em resposta, o ministro do Ambiente afastou a eventual demissão do presidente da APA, Nuno Lacasta. "Sendo nós poucos, não é tempo de excluir quem pode fazer parte da solução, não se trata de confiar ou não confiar", declarou.