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Despiste em Espanha mata dois portugueses

Despiste em Espanha mata dois portugueses

Dois portugueses morreram na madrugada de domingo após o camião em que seguiam se ter despistado na autoestrada AP-1 junto a Briviesca, a cerca de 40 quilómetros de Burgos, em Espanha.

O condutor terá adormecido ao volante e pelas 5.30 horas (hora espanhola, menos uma hora em Portugal continental), o veículo pesado, com uma carga de laranjas proveniente de Portugal, caiu de um viaduto incendiando-se de seguida. Ficou completamente destruído pelas chamas.

O camião era tripulado por Agostinho Carvalhosa, de 38 anos, e José Vieira, de 49, bombeiro dos Voluntários de Portimão desde 1983. Segundo fonte da corporação, a vítima, com dois filhos, passou há vários anos para o quadro de reserva por motivos de saúde.

"Fomos chamados pelas 5.36 horas, mas quando lá chegamos já o camião tinha ardido (...). Já não havia nada, só os destroços do camião, que transportava laranjas. Tudo leva a crer que o motorista terá adormecido ao volante perdendo, por isso, o controlo do veículo. O acompanhante também terá adormecido", explicou ao JN o sargento Xavier, dos Bombeiros de Burgos.

Agostinho Carvalhosa era natural de Vitorino de Piães, Ponte de Lima, mas vivia há vários anos em Ferreiras, Albufeira. Já José Vieira residia em Portimão. Os dois portugueses estavam a trabalhar para a empresa Primafrio. A transportadora foi informada do sucedido pela Guardia Civil tendo contactado as famílias da vítimas, mas ao JN fonte daquela empresa espanhola remeteu esclarecimentos para hoje.

Após o alerta para o serviço de emergência de Castela e Leão, foram mobilizados para o local meios do serviço de trânsito da Guardia Civil, ambulâncias e bombeiros, mas já nada havia a fazer. "O camião ardeu todo. Só sobrou a porta de trás", referiu o motorista do reboque da empresa Gonzalez Motor que retirou os destroços do local. A estrada esteve fechada até às 13.30 horas de Espanha, indicou fonte da Proteção Civil espanhola ao "Diário de Burgos". Foram precisas, por isso, cerca de oito horas para que os bombeiros conseguissem primeiro apagar as chamadas e depois limpar a via.

"O Governo português está a acompanhar de perto esta situação e um outro acidente ocorrido em Bordéus (ver caixa). Temos os nossos serviços consulares atentos e já tive a oportunidade de contactar telefonicamente com as famílias das vítimas mortais a quem expressei as minhas sentidas condolências", referiu ao JN o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

O governante, que garantiu "apoio às famílias", sublinhou ainda que, segundo informações das autoridades espanholas aos consulados portugueses, apenas esta segunda-feira serão realizadas as autópsias.