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Dois terços dos maquinistas têm trauma intenso por causa de acidentes

Dois terços dos maquinistas têm trauma intenso por causa de acidentes

Consequência dos acidentes e colhidas "é para a vida toda". Relatos são chocantes.

As consequências psicológicas de um atropelamento, para um maquinista, "são para a vida toda". Um estudo conduzido pela Universidade do Porto (UP) concluiu que 63% dos maquinistas portugueses têm trauma intenso, em parte resultante de colhidas na linha. O Observatório para as Condições de Vida e Trabalho confirma: 96% vivem com medo de atropelar alguém.

Se, em 2015, havia 17% de motoristas com trauma intenso, o número aumentou para 63% em 2019, segundo dados do inquérito, realizado pela Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto a 690 maquinistas, a maioria da CP, Medway e Via Porto. Para os investigadores, "o desgaste psicológico aumentou" entre 2015 e 2019" devido a fatores como "fontes de desgaste específicas das funções" e "aumento do envolvimento em situações de acidentes".

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