Covid-19

Dose da vacina de reforço nos lares arranca a conta-gotas

Dose da vacina de reforço nos lares arranca a conta-gotas

A segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 começou esta segunda-feira a ser administrada às pessoas com mais de 80 anos, residentes em lares e portadores de doença grave. Contudo, a adesão dos lares e a resposta dos serviços de saúde não foi a desejada neste arranque da operação.

Inicialmente prevista para o outono, a Direção-Geral de Saúde (DGS) antecipou o reforço da vacina para maiores de 80 anos, numa tentativa de controlar o aumento de incidência da doença que está em valores máximos nos idosos.

Apenas alguns idosos, de alguns lares, maioritariamente durante manhã desta segunda-feira, receberam a vacina. "Estamos a completar as listas dos lares onde houve surtos de covid há pouco tempo para depois fazer a lista das pessoas que têm mais de 80 anos e não estiveram doentes. Só essas é que serão vacinadas com a segunda dose de reforço", disse ao JN fonte da Santa Casa de Misericórdia do Porto.

A decisão de verificar quem teve covid, há quanto tempo, e de quem tem 80 anos "já feitos" é comum a lares e residências séniores. "Se tudo correr bem, na próxima semana, devemos vacinar os utentes", referiu o diretor de um lar em Vila Nova de Gaia.

Em Braga, a equipa de vacinação deslocou-se aos lares de S. Vicente de Paulo, Santiago de Fraião e Cabreiros mas não pode vacinar todos os utentes. "Havia utentes que estiveram infetados e terão que ser vacinados mais tarde", explicou a enfermeira Céu Ameixinha, responsável pela equipa de inoculação.

Mais seguro vacinar todos

Na semana passada, um comunicado da DGS informava que "as pessoas com mais de 80 anos serão convocadas por agendamento local, através de SMS ou chamada telefónica ". Mas entre os responsáveis dos lares há quem defenda que era mais seguro vacinar todos os residentes.

PUB

Luís Graça, imunologista e membro da Comissão Técnica de Vacinação, defende ao JN que "dentro dos lares, o reforço deve ser administrado a todos os residentes", independentemente da idade. "Estamos a assistir a um grande aumento do número de casos", afirmou o médico, defendendo ainda que, fora dos lares, todos os maiores de 80 anos devem ser vacinados com a segunda dose de reforço de forma a melhorar a proteção da população mais vulnerável face ao crescimento da incidência de casos. A DGS não respondeu às questões do JN sobre este arranque da operação.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG