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Protestos de 25 de abril em Portel contra fecho do tribunal

Protestos de 25 de abril em Portel contra fecho do tribunal

As comemorações dos 40 anos do 25 de Abril em Portel ficaram marcadas pelo apelo à população para protestar contra o encerramento do Tribunal da vila, incluído na "lista negra" que prevê o fecho de meia centena de instalações por todo o país ao abrigo da reforma judicial a concretizar até final do mês de maio.

A Câmara Municipal de Portel inaugurou um monumento evocativo dos ideais de abril, composto por dois cravos vermelhos e algumas das principais palavras de ordem no pós-revolução, da autoria do escultor António Charneca, instalado num jardim entre o Tribunal e os Bombeiros.

Durante o seu discurso José Manuel Grilo, presidente da edilidade portelense, lembrou o episódio que ocorreu na manhã de quarta-feira quando militares do posto da GNR local o identificaram a pedido do secretário do tribunal pelo facto da autarquia estar a efetuar uma eventual "obra ilegal" nos terrenos desta instituição.

Em causa estava um conflito sobre a propriedade do terreno onde foi edificado o tribunal, que era pertença da câmara e há alguns anos, no tempo em que Vera Jardim era ministro da Justiça, foi cedido ou doado, e aqui reside o litígio, para construir o Palácio da Justiça portelense.

O edil referiu-se ao funcionário judicial como "alguém que não sabe defender o seu emprego e que nem sequer é da terra", e com uma atitude "feudal" pretendeu impedir a construção do monumento.

Dizendo compreender a atitude da GNR, José Manuel Grilo, enalteceu "o comportamento exemplar" deixando uma palavra de gratidão pela "grande dignidade" dos militares da guarda de Portel que disse estarem para "proteger as pessoas e não para as perseguir", descrevendo o seu trabalho como "uma atitude de abril", concluiu.

O autarca concluiu dizendo que o monumento visa "honrar" os Capitães de Abril e "tudo o que Portel tem" deve-o ao 25 de Abril por ter consagrado o Poder Local.

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Assembleia Municipal Extraordinária na rua

Norberto Patinho, antigo presidente da edilidade e atual presidente da Assembleia Municipal de Portel, afirmou que "não quer voltar a viver num país" que cheira o antes do 25 de Abril, considerando que "é um cheiro" que se vai ativando face às medidas tomadas pelo Governo.

O edil revelou que vai ser convocado uma reunião Extraordinária da Assembleia Municipal a realizar na rua, frente ao Tribunal, com vista a "manifestar a indignação"" contra o seu encerramento.

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