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Pobreza

Cavaco defende prioridade nacional ao combate à emergência social

Cavaco defende prioridade nacional ao combate à emergência social

O presidente da República, Cavaco Silva, desafiou hoje, domingo, os poderes públicos e a sociedade civil a assumirem como prioridade a resolução das situações de emergência social face ao aumento do desemprego e de novos tipos de pobreza.

"No nosso país, nos tempos que correm, a prioridade dos poderes públicos e da nossa sociedade civil não pode deixar de ir para os casos de emergência social. É uma questão de dignidade humana, de permitir que cada português tenha o mínimo de dignidade nas condições de vida do seu dia a dia", afirmou o Chefe de Estado, numa intervenção no Palácio da Bolsa, no Porto.

Cavaco Silva, que falava na cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota, sublinhou os "tempos difíceis que correm, em que todos os dias as instituições de solidariedade social são confrontadas com solicitações em resultado do aumento substancial do número de desempregados no país, do aumento das situações de pobreza, de emergência dos novos pobres, de situações de carência alimentar e de reduções bruscas de rendimentos de algumas famílias, acompanhadas muitas vezes de excessos de endividamento".

O PR recordou que o tema da inclusão social faz parte desde o primeiro momento da agenda do seu mandato presidencial e lembrou que, logo no primeiro discurso que proferiu nas comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República, convidou todos para "um compromisso cívico para a inclusão social, um compromisso cívico envolvendo agentes políticos, autarcas, instituições, organizações da sociedade civil".

O Chefe de Estado recordou ter também lançado o Roteiro para a Inclusão Social, "para sensibilizar os portugueses para as injustiças, desigualdades e carências que existem no país" e mobilizá-los para a solidariedade e entreajuda.

"Nesses roteiros, procurei dar particular destaque às instituições de solidariedade social. Aquelas que no seu dia a dia ajudam milhares de portugueses dos setores mais vulneráveis da nossa população: os idosos, as crianças e os deficientes, entre outros. Conheci os problemas dessas instituições, mas acima de tudo conheci o esforço que fazem para dar resposta às solicitações que lhes são formuladas", acrescentou.

O presidente da República elogiou "todos, técnicos e outro pessoal, que nas mais variadas organizações de solidariedade se dedicam aos outros, dando o melhor de si próprios" na ajuda aos desfavorecidos.

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A ASTA - Associação Sócio-Terapêutica de Almeida venceu hoje, domingo, o Prémio Manuel António da Mota, no valor de 50 mil euros, por se ter destacado no último ano no combate à exclusão social.

O prémio é atribuído pelo Grupo Mota Engil em homenagem ao seu fundador e pela rádio TSF.

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