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As respostas do painel

As respostas do painel

1. Portugal é o terceiro maior consumidor de álcool da OCDE. Que consequências? 2. Concorda com a criação de uma base de dados nacional dos doentes? 3. O estado da Saúde em Portugal este ano, em comparação com o ano anterior, é MUITO MELHOR / MELHOR / IDÊNTICO / PIOR / MUITO PIOR

António Ferreira, presidente do conselho de administração do Hospital de S.João

1. A) Desagregação e violência familiar; B) Exclusão social C) Agravamento do estado de saúde e desqualificação da população, diminuição da produtividade, etc.

2. Sim, respeitadas as questões de proteção de dados, é um passo fundamental para a gestão do SNS.

3. IDÊNTICO.

Isabel Vaz, presidente da comissão executiva da Espírito Santo Saúde

1. É um problema de saúde pública muito relevante pelas consequências sociais, da despesa e por ser um factor de risco de doenças cardiovasculares e hepáticas.

2. Sim. Corretamente utilizada, permite uma melhor coordenação de cuidados e poupança de gastos desnecessários.

3. IDÊNTICO. IDÊNTICO. A Saúde continua a ser um setor demasiado politizado, onde qualquer reforma estrutural se revela extraordinariamente complexa de implementar, pela dificuldade de fazer frente aos interesses instalados.

Manuel Antunes, cirurgião cardiotorácico e professor da Universidade de Coimbra

1. Infelizmente, o consumo excessivo de álcool é bem tolerado, até aceite, no nosso país. O impacto na saúde, praticamente em todos os órgãos, é devastador, também com consequências económicas e sociais muito grandes.

2. A informação médico-sanitária completa de cada cidadão só pode contribuir para melhorar os cuidados de saúde individuais em qualquer circunstância e em qualquer lugar. Naturalmente exige-se protecção especial destes dados.

3. PIOR. Com a redução drástica do orçamento do SNS não é possível melhor

Maurício Barbosa, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos

1. É muito preocupante, mais ainda a triste incidência em jovens de menor idade. As consequências são péssimas para os próprios, as famílias e a sociedade. Os inevitáveis problemas de saúde refletem-se em menor qualidade de vida e em menor produtividade e conduzem inexoravelmente a mais despesa em cuidados de saúde. Os índices elevados de acidentes de trabalho, de viação, etc., e de violência também se correlacionam com o alcoolismo.

2. Sim, desde que seja garantida a protecção dos dados pessoais. É uma importante ferramenta de gestão, que contribuirá para uma maior racionalidade no sistema e, sobretudo, para cuidar melhor dos doentes. Também a este nível é imperioso reorganizar o SNS.

3. MELHOR. Mas tem de avaliar detidamente o impacto das medidas que toma, o que nem sempre acontece.

Paulo Mendo, antigo ministro da Saúde

1. É um grave problema de saúde pública, responsável por milhares de casos de doenças crónicas de cura difícil e tratamento muito caro. Pior ( ou melhor?), a cultura milenar do nosso povo aceita e tolera bem esta praga!

2. Discriminação nunca. Dados bem protegidos, de participação voluntária e acesso controlado, talvez! Mas não agora que as prioridades são outras. Desenvolvamos primeiro a área da Saúde Pública e as bases de dados de doenças, não de doentes!

3. IDÊNTICO, apesar da crise e graças ao Ministério da Saúde.

Purificação Tavares, CEO da CGC Genetics

1. Os hábitos da população e os estilos de vida favorecem este consumo, pelo que deveria haver preocupação e contenção com a publicidade a bebidas alcoólicas, assim como colocar esta tónica no sistema educativo.

2. Mais que uma base de dados, seria bom considerar o cartão de saúde pessoal eletrónico, em que cada um tivesse a sua história médica e pudesse ser atendido corretamente em qualquer instituição.

3. Idêntico.

Nuno Sousa, diretor do curso de Medicina da Universidade do Minho

1. Nefastas para a saúde. Claramente a carecer de uma campanha de educação.

2. Sim, será uma importante ajuda para todos os profissionais de saúde. Obviamente, que tendo em conta a natureza da informação, esta terá de ser adequadamente protegida.

3. PIOR, porque em defesa da pseudo-sustentabilidade alguns dos que mais necessitam do SNS começam a ser dele afastados.

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