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Greve e novos fechos atiram a Saúde para a guerra política

Greve e novos fechos atiram a Saúde para a guerra política

A greve dos médicos teve uma grande adesão. Houve quem invocasse a defesa do Serviço Nacional de Saúde mas na prática reclame apenas aumentos, e há quem faça greve para obrigar o Governo a repensar nas carreiras médicas. O seu fim, há quase 10 anos, bloqueou as progressões baseadas no mérito e é um dos obstáculos ao reforço da qualidade médica no sistema público.

Como vemos pelas respostas desta edição o problema já não é apenas o da dedicação exclusiva (que não resolve o problema do estímulo às competências) nem o do poder dos lobbies - cada vez mais sinalizados. É o de compreender se o território está equilibrado (vem aí a enorme polémica das urgências a fechar) e quem pode ser médico e com que salário. Mas podemos estar num momento crítico: o ruído da contestação. As coisas vão depender mais de Passos Coelho do que do ministro.

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