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Perfil: Abusador e violador

Perfil: Abusador e violador

A crer no perfil desenhado pelo cruzamento de informações do Sistema Integrado de Informação Criminal (SIIC) da Polícia Judiciária, o abusador de crianças revela-se diferente do violador de jovens com menos de 16 anos.

Com excepção da realidade profissional do autor do crime: com ligeiras variações percentuais, são os trabalhadores não qualificados e os operários e artífices os principais grupos referenciados. Mas, se atentarmos nas restantes variáveis, o panorama é bastante diferente.

O abuso sexual de crianças tem como autores maioritários indivíduos dos 31 aos 40 anos (25%), enquanto a violação de menores de 16 tem a maior faixa de agressores entre os 21 e os 30 anos (37,5%). Da mesma forma, 78% dos autores de violação são solteiros, contra 43% nos casos de abuso de crianças, crime em que os agressores casados representam 33,5% e os divorciados 9%. Também varia a nacionalidade: 86% dos casos de abuso são atribuídos a cidadãos portugueses, número que desce para 56% na violação de menores (25% dos casos envolvem pessoas vindas de África e 12,5% da Europa de Leste).

Os operários e artífices são, de resto, a categoria profissional mais assinalada na maioria das tipologias de crimes sexuais contra crianças e menores, à excepção dos actos homossexuais com adolescentes, em que a primeira referência é a do técnico profissional de nível intermédio.

 

Abusos em números

 

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41% dos casos denunciados ocorreram em casa, perpetrados por familiares (24%), e foram participados por pessoas das relações pessoais (40%).

90% dos autores dos crimes são homens, enquanto cerca de 70% das vítimas são do sexo feminino.

15,5% dos crimes ocorreram em locais isolados, como edifícios abandonados ou em obras, locais ermos, veículos e paragens. Aparecem ainda referências a áreas comerciais ou de lazer (perto de 5%) e de assistência ou formação (3,5%).

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