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O lento renascer do "Sr. Televisão"

O lento renascer do "Sr. Televisão"

Na madrugada do dia 1 de Fevereiro de 2003, a mando da Polícia Judiciária, uma patrulha da Brigada de Trânsito da GNR persegue, a alta velocidade, um BMW X5, na Via do Infante, entre Quarteira e Vilamoura.

Capturado o condutor, Portugal surpreendeu-se com a manobra policial: Carlos Cruz, o "Sr. Televisão" (como é conhecido), era detido no âmbito do processo de pedofilia da Casa Pia. As autoridades receavam a fuga do suspeito mais mediático.

Foi o princípio do fim de uma vida profissional - e respectivo brilho "social" que confere uma longa carreira em rádio e, sobretudo, televisão, iniciada aos 19 anos -, que o ex-apresentador agora tenta retomar.

"Não sou tão convidado para festas como antes, mas também nunca fui muito de ir a eventos, sou muito caseiro, dedicado à família", admitiu Carlos Cruz.

A verdade é que Carlos Cruz tem marcado presença recente em eventos. Por exemplo, as duas últimas edições de "Globos de Ouro", a festa anual da SIC onde são distinguidas pessoas de diferentes meios artísticos, contou com a presença de Carlos Cruz, que até recebeu uma daquelas estatuetas em 2001. O ex-apresentador também já retomou as viagens ao Algarve, "para visitar os sogros", assim como já foi ao Brasil visitar a filha, Marta. A última aparição pública foi domingo passado, em que foi apoiar a mulher, Raquel Cruz, num evento de beneficência.

É certo que esta maior liberdade de movimentos (e consequentes aparições públicas), foi conferida judicialmente, depois de, em Maio de 2007, o tribunal ter levantado a ordem que confinava Carlos Cruz ao concelho de Cascais, depois de ter passado mais de um ano em prisão preventiva, após a detenção.

Quanto ao regresso à televisão, Cruz foi peremptório: "Antes do fim deste julgamento, que deverá acontecer ainda este ano, não vou aceitar qualquer convite para retomar a apresentação". Com este embargo que traçou, desmentem-se também alguns rumores recentes que davam Carlos Cruz como provável num formato televisivo, numa altura em que, por exemplo, a SIC repesca caras antigas da estação, como Artur Albarran. Mas Carlos Cruz não tem ilusões: "Voltar em força só depende das pessoas e do mercado da televisão".

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