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Apoio na melhor Secundária pública vai para além da sala

Apoio na melhor Secundária pública vai para além da sala

A Escola Básica e Secundária do Monte da Ola, em Anha, Viana do Castelo, é o melhor estabelecimento público do país. Ocupa o 6.º lugar do ranking. Ao desempenho, nunca antes conseguido por nenhum estabelecimento do Alto Minho, região onde se insere, junta a melhor média nacional no exame de Português obtido por uma escola pública (13,2). É, também aí, a 6.ª melhor do país. Para a escola, é no acompanhamento "desde cedo" feito aos alunos que residirá um dos principais ingredientes do sucesso. Senão mesmo o principal.

Presidente da Comissão Administrativa Provisória (CAP) do mega-agrupamento que resulta da fusão das estruturas de Darque, Foz do Neiva e Monte da Ola, Graça Pires afiança tratar-se do reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, "o que é extremamente gratificante, ainda mais numa época em que tudo parece estar tão mal". Contudo, ressalva: "a escola também se esforçou para atingir estes resultados. Trabalhámos para eles".

Para a responsável, à expectativa dos alunos e apoio dos pais junta-se o acompanhamento feito pelos docentes "para além do tempo em sala de aula". A propósito, esclarece que não se trata de uma obrigatoriedade, "mas de um local onde os alunos podem, naturalmente e por sua iniciativa, acorrer, sabendo sempre que podem contar com o apoio de um professor para os ajudar e esclarecer". Há muito criado na escola, o apoio é prestado pelo Núcleo de Apoio à Disciplina, onde o acompanhamento aos alunos é, garante, feito "desde os primeiros anos".

Semelhante juízo formula o professor José Cepa. Docente de Português e quadro da escola há 25 anos, assinala que os departamentos disciplinares "começam a trabalhar os alunos" mal estes põem os pés na escola, no 2.0 Ciclo, conferindo, no caso do ensino do Português, "muita importância à expressão escrita e interpretação de textos".

A "estabilidade" do corpo docente (perto de 90% dos professores pertencem ao quadro de escola ou de zona) é outro dos motivos apontados por José Cepa para justificar os resultados. "Vamos conhecendo melhor os alunos ao longo dos anos e isso é, também, muito importante", considerou.

Gabriela Sampaio e Mariana Moreira, alunas do 11.º ano, não podiam estar mais de acordo: "Os professores já nos conhecem de anos anteriores e sabem onde podemos sentir maiores dificuldades. Nesta escola, sentimo-nos muito apoiadas".

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