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Católico não perde responsabilidade cívica e política

Católico não perde responsabilidade cívica e política

Concordo com os evangelhos que aconselham a dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Isso também quer dizer que César algum é deus.

Quando se parte dessa máxima para remeter a Igreja à sua missão e não se intrometer na política, não sei a quem se estão a referir com prevenção tão vaga. Já ouvi tantos aplausos por a igreja ter a coragem profética de denúncias políticas que me custa entender quando é que pode ou não falar. Sou católico e não me sinto diminuído na cidadania com direitos/deveres e liberdades/responsabilidades. A minha opção católica dá-me uma mais-valia ética e espiritual de cidadão. Não me imponham qualquer menoridade cívica e política só porque sou católico. Se me querem assim, então dispensem-me de pagar impostos, por muito que a isso me obrigue a ética fiscal e a coerência cristã. De quantos direitos e deveres sou titular como católico? Digam lá, excelências, que querem a Igreja calada sobre questões fracturantes que o PS introduz na sua agenda, com manifesta incapacidade para responder à crise económica. Tenho consideração pelos homossexuais, mas reprovo que se queiram casar. Ser homossexual como ser celibatário tem limitações. A primeira é a renúncia ao casamento. Desculpem, não estou a falar de sexualidade ou a desejar castrar celibatários e homossexuais. Não façam igual o que é desigual, o casamento, claro!

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