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"Eclipse de Deus" exige uma nova evangelização

"Eclipse de Deus" exige uma nova evangelização

O arcebispo italiano Salvatore Fisichella é o presidente do novo Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, anunciado por Bento XVI na passada segunda-feira, tendo como objectivo combater o "eclipse do sentido de Deus" que está a atingir a sociedade, em particular no mundo ocidental.

"Decidi criar um novo organismo, na forma de Conselho Pontifício, com a tarefa principal de promover a renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e estão presentes igrejas de antiga fundação, mas que estão a viver uma progressiva secularização da sociedade e uma espécie de eclipse do sentido de Deus", sublinhou o Papa.

Além de nove congregações, a Cúria Romana tinha até agora 11 conselhos pontifícios: Leigos, Promoção da Unidade dos Cristãos, Família, Justiça e Paz, "Cor Unum", Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Pastoral da Saúde, Textos Legislativos, Diálogo Inter-religioso, Cultura e Comunicações Sociais, a que se junta o da Nova Evangelização.

A diocese do Porto, como se sabe, está viver este ano a "Missão 2010 - Co-responsabilidade para a nova evangelização". Não admira que o seu bispo, D. Manuel Clemente se tenha congratulado com a "oportunidade" da criação de um Conselho Pontifício para a Nova Evangelização. "Esta "nova evangelização", com o diz, requer efectivamente um empenho forte de todos nós e ganhará muito com a criação do novo organismo pontifício".

"Durante muito tempo - diz D. Manuel Clemente - pensámos a evangelização em dois quadros quase fixos: o dos territórios considerados cristãos, com as suas dioceses 'implantadas' e de quando em quando animadas por missões populares, realizadas por clero secular ou religioso; e o das missões "ad gentes", dirigidas a territórios "ultramarinos" de primeira evangelização, protagonizadas por congregações especialmente orientadas para esse fim". Lembra que "foi sobretudo o Papa João Paulo II quem insistiu no facto de se ter aberto um terceiro quadro, o dos territórios de antiga evangelização onde se perdeu entretanto a vivência cristã e a vivacidade da fé, requerendo estes uma nova incidência evangelizadora, nova no ardor, nos métodos e nas expressões".

Já não basta a pastoral de manutenção, mas impõe-se a "nova evangelização", como tem insistido a Conferência Episcopal. Portugal é cada vez mais um país de missão, para evangelizar os baptizados.

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