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Luzes e sombras da Igreja no continente africano

Luzes e sombras da Igreja no continente africano

A actual Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para África, a decorrer em Roma, já ultrapassou a fase das intervenções gerais e está na fase dos círculos menores, preparando as propostas para o documento final, a entregar ao Papa para a eventual publicação de uma exortação pastoral.

O relator-geral do Sínodo, cardeal Peter Turkson, do Gana, sublinha que a Igreja africana está orgulhosa das suas origens apostólicas e dos seus antepassados na fé. É uma Igreja-família de Deus que deve ser transformada a partir de dentro e deve transformar o continente. Destaca os aspectos seguintes: "Libertar a população africana de todo o medo, inclusive o medo provocado pela magia e pelo ocultismo; assegurar a formação em todos os campos, da catequese aos meios de comunicação social, da política à cultura; desafiar um passado de colonialismo e exploração; resistir às ameaças da globalização". O cardeal destacou, também, a necessidade de um exercício responsável do poder por parte dos líderes africanos, que devem assumir posições distantes da corrupção e respeitar os governos democráticos. Ressaltou, ainda, que a Igreja em África não perdeu de vista a pandemia da sida, esforçando-se na redução da visão social negativa imposta às pessoas vítimas dessa doença. A Igreja desperta para a sua missão em África, bem consciente das suas luzes e sombras.

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