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Mudanças episcopais com falta de padres

Mudanças episcopais com falta de padres

A Igreja Católica em Portugal perdeu, em 2010, cinco bispos: D. Tomaz Silva Nunes, auxiliar de Lisboa, com 67 anos; D. Carlos Pinheiro, antigo bispo auxiliar de Braga, de 85; D. Armindo Lopes, bispo emérito do Porto, de 79; D. Júlio Tavares Rebimbas, arcebispo-bispo emérito do Porto, de 88 anos; e D. José dos Santos Garcia, primeiro bispo de Porto Amélia, actual Pembe, em Moçambique, de 97.

Em 2010, cinco bispos completaram 75 anos de idade, limite imposto pelo direito canónico para o desempenho das suas missões: D. José Pedreira, bispo de Viana do Castelo, já substituído por D. Anacleto Oliveira; D. António Montes, bispo de Bragança-Miranda, D. Albino Cleto, de Coimbra, e D. Jacinto Botelho, de Lamego esperam quem os substitua. Também completou 75 anos D. João Miranda, bispo auxiliar do Porto.

Agora, em 2011, completam 75 anos mais dois bispos, o cardeal-patriarca, D. José Policarpo, e D. Joaquim Gonçalves, de Vila Real, que já tem um bispo coadjutor, que será o seu sucessor, D. Amândio José Tomás. A sucessão no Patriarcado de Lisboa permanece uma incógnita, sendo cada vez mais possível o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, embora possa surgir alternativa.

A nível de ministérios ordenados, a Igreja Católica, também em Portugal, não está mal quanto a bispos, mas os mais escassos são os presbíteros que, seculares ou regulares, já são insuficientes para assegurar o que só a eles compete (eucaristia e reconciliação) a tantas comunidades, movimentos e obras de Igreja. A questão ainda se agrava tendo em conta que há, em algumas dioceses, uma desequilibrada distribuição do clero disponível.

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