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Nem a água bentanos salva da gripe

Nem a água bentanos salva da gripe

Os casos de gripe A em Portugal já ultrapassaram a centena e a maioria entretanto teve alta. Para prevenir a disseminação do vírus H1N1, a Igreja Católica instituiu medidas de higiene e desinfecção que deverão começar a ser aplicadas, em breve, em todo o país. Vão chegar às paróquias milhares de folhetos informativos.

Em síntese, os católicos que forem à missa são aconselhados a seguir as orientações dadas pelo Ministério da Saúde para a prevenção dessa doença: lavar as mãos com água e sabão com muita frequência; cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel quando se tosse ou se espirra e deitá-lo fora de imediato; permanecer em casa, no caso de doença, e evitar os contactos com pessoas com gripe. Nas celebrações litúrgicas, recomenda-se aos padres e aos ministros extraordinários da Comunhão que purifiquem as mãos com produtos higiénicos, antes da distribuição das hóstias e a quem recebe a Comunhão que o faça na mão e não na boca. Também se aconselha que, no abraço da paz, em vez de beijos, se faça uma simples inclinação de cabeça sem contacto físico. É, ainda, de aconselhar que as igrejas devem manter, à entrada, as pias de água benta vazias, para não as tornar um foco de transmissão do vírus, e que os templos estejam suficientemente arejados, sobretudo em atenção ao número de católicos nas celebrações dominicais.

Responsáveis da Pastoral Nacional da Saúde, como confirmou o padre Feytor Pinto, pároco do Campo Grande, em Lisboa, já debateram o tema e as medidas de prevenção com o Ministério da Saúde, tendo recebido também o apoio da Conferência Episcopal Portuguesa.

As medidas de contenção do contágio poderão vir a ser reequacionadas no futuro, de acordo com a evolução da doença em Portugal. E caso venham a ser evitadas grandes concentrações de pessoas, como tem acontecido um pouco por todo o Mundo, a Igreja admite medidas mais radicais como a suspensão das missas.

No caso de se sentirem doentes, os católicos serão aconselhados a não ir à igreja, para evitar o contágio. D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal, já disse que, em situação de risco, os católicos poderão acompanhar a celebração da missa na televisão. Além disso, a gripe não leva a isolamentos muito longos. Por isso, se as pessoas tiverem de faltar à missa, será por uma ou duas semanas.

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