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Reabilitação de pedófilos vai além do arrependimento

Reabilitação de pedófilos vai além do arrependimento

A Igreja Católica foi sempre santa e pecadora, casta meretriz, na expressão muito antiga dos padres da Igreja. Alberga corruptos e corruptores.

Há padres pedófilos e são mais do que se poderia pensar. Mas, nem assim, se pode generalizar. Também há pais que abusam das suas filhas menores, mas, felizmente, a larguíssima maioria não é tão ignóbil.

Em todos os casos, faça-se justiça e os pederastas sejam presos, para que se regenerem, curando a sua anormalidade. Mesmo que sejam padres. Na sua perversidade, os pedófilos têm uma personalidade bipolar que os faz parecer normais, mas estão podres por dentro.

A Igreja tem uma rica tradição de cuidar dos mais débeis, com solicitude para crianças e jovens a quem educa com esmero. Dá pena que algumas caras beatíficas de falsos educadores escondam monstruosos predadores de inocentes.

Nem se diga, porque seria primário e redutor, que os celibatários são de vida dupla como sepulcros caiados de branco para disfarçar a podridão. Os casados não estão imunizados contra a pedofilia. Uns e outros têm de fazer a revisão da sua vida para ver o que falhou na sua educação ou o que os leva a estar tão traumatizados, descarregando as frustrações nos mais indefesos.

A Igreja, perita em humanidade, é sábia no perdão, mas, no caso da pedofilia dos padres, deve saber que o arrependimento não significa necessariamente reabilitação. Há doenças crónicas que duram uma vida a curar-se. Nesses casos, a "cultura do silêncio", tão típica da Igreja, é má conselheira, quando há indicações seguras de tamanhas perversidades. Devem ser mais prevenidas do que remediadas.

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