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Ver Cristo Rei com o coração

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O monumento a Cristo Rei de Almada vai geminar-se com o Cristo do Corcovado, no Rio de Janeiro, Brasil, que os brasileiros gostam de avistar e ser por Ele avistados.

O Santuário a Cristo Rei, em Almada, na diocese de Setúbal, completa hoje 50 anos. Um simpósio sobre a solidariedade em tempo de crise, a visita da imagem da Senhora de Fátima e celebrações que recriam a inauguração do monumento são, entre outros, acontecimentos que estão a assinalar a data. As celebrações vão ter mais um ponto alto, a geminação do Cristo Rei com o santuário homónimo do Corcovado, no Rio de Janeiro.

Uma recente nota da Conferência Episcopal Portuguesa lembrava que "o monumento era acto de desagravo, mas sobretudo expressava gratidão a Cristo por Portugal gozar de paz e incentivava a exigência de um ressurgimento nacional inspirado, na linha da tradição, em Jesus Cristo, único Senhor". A nota episcopal dizia também que, "sem a Acção Católica, com a sua mística do reinado social de Cristo, e o Apostolado de Oração, promotor da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a ideia da erecção do monumento não avançaria".

É no contexto da espiritualidade reparadora que o Santuário de Cristo Rei propõe que as relíquias de Santa Margarida de Maria Alacoque visitem dioceses de Portugal entre os dias 7 do mês corrente e 25 de Junho próximo.

As celebrações e peregrinações previstas para ontem e hoje são as que mais marcam os 50 anos da inauguração do monumento ao Cristo Rei. No Patriarcado de Lisboa, dá-se a visita da imagem de Nossa Senhora de Fátima, como há 50 anos. Em Almada, hoje, as celebrações terminam com a missa presidida pelo bispo da diocese, de manhã, e, durante a tarde, com a celebração aniversária, presidida pelo enviado do Papa, o cardeal português D. José Saraiva Martins.

Se, há 50 anos, o Cristo Rei foi construído para agradecer a Deus que Portugal tenha sido poupado à II Guerra Mundial, em tempo de dificuldades económicas, financeiras e sociais, o que pode representar hoje a celebração dos 50 anos do Santuário?

A resposta pode estar no simpósio "Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)", realizado anteontem, para uma reflexão sobre o futuro da solidariedade e um modelo de desenvolvimento mais humano. É uma feliz iniciativa da Igreja Católica, na sua pretensão de concorrer para a globalização da solidariedade, abrindo-se à generosidade de ideias e iniciativas da sociedade civil e, nela, com destaque para as acções de cristãos na fantasia da caridade.

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