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Ambiente e cultura convivem em Serralves

Ambiente e cultura convivem em Serralves

A Fundação de Serralves, no Porto, não se preocupa apenas com a cultura. O ambiente é outra prioridade da instituição e o edifício projectado por Siza Vieira, jardins e toda a área envolvente revelam esse cuidado. A instalação de painéis solares é o próximo passo.

Segundo apurámos, a instalação está prevista para o próximo ano, em vários locais de Serralves. A ideia surgiu, o arquitecto Siza Vieira - autor do projecto do museu - já foi consultado sobre a questão (concretamente, acerca dos locais exactos onde instalar os painéis) e brevemente o projecto avançará.

A implementação do processo de compostagem, no sentido de poder ser ali criado o próprio adubo a utilizar nos jardins, é outra das propostas em estudo.

Até porque a génese da Fundação de Serralves é clara: "tem como missão sensibilizar o público para a arte contemporânea e o ambiente, através do Museu de Arte Contemporânea como centro pluridisciplinar, do parque como património natural vocacionado para a educação e animação ambientais".

Odete Patrício, directora-geral da instituição, relembra essas preocupações, garantindo que Serralves tudo tem feito para que o ambiente seja, na prática, uma das principais prioridades. E aponta o caso do programa "Serralves sustentável", que visa "a promoção de comportamentos ambientalmente responsáveis de instituições e empresas, fazendo recurso de acções, iniciativas e técnicas de sensibilização e informação".

Reutilização de materiais

Esta é, garante Odete Patrício, a primeira linha do trabalho, que corresponde "a um conjunto de actividades pedagógicas que incidem basicamente na sensibilização das famílias e dos alunos para as boas práticas ambientais".

Lembra, a este propósito, as acções "Aulas no parque", "Cientistas no parque", "Clubes da natureza" e "Ambiente e saúde", que "têm sido um êxito junto de alunos de diversas escolas, de vários pontos do país".

A reutilização de materiais empregues no dia-a-dia da instituição - como papel, cartão e caixas de madeira, entre muitos outros - e a realização de acções de sensibilização dos trabalhadores de Serralves para essa reciclagem têm sido outras das preocupações.

Odete Patrício refere o aproveitamento das águas pluviais para as regas dos jardins - que ocupam cerca de 18 hectares de terreno - e a "rigorosa gestão e monitorização do curso da água, energia eléctrica e gás natural".

O recurso a lâmpadas de baixo consumo e a redução dos caudais, por exemplo, das torneiras das casas de banho são medidas implementadas.

Por outro lado, foi possível baixar o consumo de resmas de papel, sendo que o decréscimo foi quase para metade, ou seja, de 1400 resmas para as 800.

Estas medidas, nomeadamente a redução de energia, não implicam, contudo, como assegura Odete Patrício, a diminuição de iniciativas. Pelo contrário, "tem havido uma subida significativa de acções dentro da instituição".

Mas, a nível das questões do ambiente, a ambição vai mais longe e para isso estão a ser preparadas e estudadas novas propostas.

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