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Dar nova vida ao ferro velho

Dar nova vida ao ferro velho

O fim da sucata que, durante anos a fio, conspurcou a entrada no Douro Vinhateiro, pela EN 101, em Amarante, a caminho da Régua, é o melhor cartão de vista da Re-Source Portuguesa S.A. Esta empresa, sediada na freguesia de Fregim, Amarante, absorveu a totalidade de ferro velho ali existente, reutilizando o que havia a reutilizar e valorizando os remanescente do material.

A Re-Source Portuguesa S.A surgiu, em 2009, como resposta ao problema existente no país, de forma a dar o correcto destino aos inúmeros veículos automóveis que todos os anos são substituídos. As vantagens ambientais são brutais.

Adquirindo o "know-how" na congénere francesa, a Re-source Portuguesa "responde a uma oportunidade de mercado, aliada a uma ajuda a dar ao País e, consequentemente, ao meio ambiente, contribuindo para a extinção das montanhas de sucata espalhadas por zonas mais ou menos ermas", diz Dalila Ribeiro, engenheira ambiental da empresa.

Além da vantagem ambiental, é também um bom negócio empresarial. Com volume de negócios, em 2010, de dois milhões de euros, a Re-source prepara-se para superar esse montante, fruto do alargamento da actividade de Centro de Abate a Centro de Recepção de Resíduos. Isto é, além das viaturas em fim de vida (VFV), a Re-source passou a receber de particulares e da indústria: metais, plásticos e baterias. "Só recebemos aquilo que podemos valorizar. Por exemplo o plástico. Já não recebemos cartão", ressalva Daniela Ferreira, administradora da Re-source.

Esta variante do negócio vai permitir à empresa, já este ano, ultrapassar o volume de negócios de 2010. O resultado é tanto mais surpreendente face à redução para metade do número de veículos que, este ano, ali deram entrada para abate. Em 2010 foram desmanteladas cinco mil viaturas. Este ano não deve ultrapassar metade. O fim do incentivo ao abate de VFV é a explicação avançada.