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Ciclo de Conferências - Insuficiência Cardíaca: Uma Estratégia para Portugal

"É preciso que a doença seja tratada da forma o mais eficiente possível"

"É preciso que a doença seja tratada da forma o mais eficiente possível"

Em Portugal, estima-se que 400 mil pessoas sofram de insuficiência cardíaca, mas nem sempre a doença é reconhecida como uma síndrome de elevada morbilidade e mortalidade.

Para consciencializar a sociedade e os órgãos decisores, especialistas ligados à saúde discutiram o tema e reuniram as conclusões num documento que será divulgado e debatido no ciclo de conferências que o Grupo Global Media, com o apoio da Novartis e da Medtronic, realiza nos dias 6, 7 e 8, das 18.30 às 20.00, e que poderá ser acompanhado em direto nos sites do DN, JN e TSF.

Luís Lopes Pereira, diretor-geral da Medtronic, fala sobre a doença, em entrevista.

A Medtronic, que é líder na área da tecnologia médica, associou-se à realização de um documento de consenso para a insuficiência cardíaca (IC), porquê?

A IC é uma das principais causas de hospitalização e de morte, tem uma incidência muito elevada e sabemos que vai continuar a abranger cada vez mais pessoas. É por isso que é tão importante um consenso nesta área da saúde: é preciso que esta doença seja tratada da forma mais eficiente possível. E o que este grupo de trabalho procurou fazer foi um levantamento do que acontece em Portugal, apresentando uma estratégia nacional para tratar bem estes doentes. Não temos o hábito de fazer isto, até porque os políticos normalmente não querem assumir esta realidade, mas esperemos que este estudo seja um alerta. A via verde das doenças coronárias também foi conseguida através de um documento de consenso, o que é um bom ponto de partida.

Foi por isso que apoiaram a criação deste grupo de trabalho?
No modelo atual, há um vasto número de doentes em Portugal que não têm acesso à tecnologia de combate à IC, porque não são devidamente referenciados. E muitas vezes só no hospital, em fases mais avançadas, é que se deteta a IC, mas já tarde para se usar a nova tecnologia.

Qual o contributo da Medtronic nesta área?
A Medtronic dispõe de tecnologia, dispositivos e técnicas para intervir nos doentes - como pacemakers ou sistemas de implantação subcutânea para estimularem eletricamente o coração. Temos também cardiodesfibrilhadores que detetam uma paragem cardíaca no doente e imediatamente lhe dão um choque elétrico, salvando-o. Vendemos eficácia e somos tanto mais eficazes quanto mais eficientes forem os prestadores de saúde e o sistema. Se o doente chega já num estado de doença muito avançado, é natural que a tecnologia que vai ser utilizada já não seja tão eficaz.

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Que compromissos assumiram quando decidiram apoiar este documento de consenso?
Assumimos o compromisso de acompanhar o processo e de dar resposta aos doentes com IC. Se de hoje para amanhã houver mais doentes e mais diagnósticos, garantimos o fornecimento das tecnologias testadas, ajustadas aos recursos que existem, naturalmente.

Qual é a taxa de sucesso destas tecnologias?
Varia bastante de doente para doente, mas é suficientemente alta e fundamental para alguns doentes. Estas tecnologias são caras, mas, se houvesse protocolos de referenciação e de acesso para os doentes, poderiam ser ainda mais eficazes.

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