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"É urgente que as medidas deixem de ser meros anúncios e se concretizem"

"É urgente que as medidas deixem de ser meros anúncios e se concretizem"

A secretária-geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Ana Jacinto, confirma que a situação de crise nos restaurantes continua no Natal e que o importante é que os apoios anunciados pelo Governo cheguem aos empresários.

Na medida em que o mês de dezembro é, tradicionalmente, graças à época natalícia, a altura em que muitos dos negócios conseguem recuperar algum do prejuízo que possam ter vindo a sofrer durante o ano, qual o nível de recuperação, durante este mês, que pode sentir o setor da restauração?

De facto, o mês de dezembro, a par da época estival, são períodos em que as pessoas, tradicionalmente, mais viajam, fazem mais reservas nos empreendimentos turísticos e no alojamento local, e mais afluem e consomem nos estabelecimentos de restauração. Porém, também a par do que aconteceu no Verão, não serão estes poucos dias que vão salvar as empresas, dada a situação difícil em que se encontram. A par de todas as restrições que as afetam, a procura não permite encarar a receita que se possa fazer nestes dias como tendo um impacto que se possa considerar significativo. Por outro lado, as medidas de apoio a estas empresas, em especial as que foram recentemente anunciadas pelo Governo e que vão ao encontro do que a AHRESP vinha solicitando, ainda não chegaram às empresas e é preciso que isso aconteça, não só rapidamente, como através de um processo de simples acesso. Não podemos esquecer que a esmagadora maioria do nosso tecido empresarial é constituído por micro e pequenas empresas, pelo que a complexidade no acesso, como tem acontecido com algumas medidas, acaba por inviabilizar o apoio. Seja como for, pior seria caso se optasse por maiores restrições ao funcionamento nesta altura. Por isso há que saudar esta situação, digamos, de exceção, para a época natalícia e de fim de ano.

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