Varíola dos macacos

Centro europeu admite vacinação para contactos de alto risco com infetados

Centro europeu admite vacinação para contactos de alto risco com infetados

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) recomendou, numa nota publicada esta quinta-feira, o isolamento dos infetados por varíola dos macacos e admitiu a possibilidade de os países utilizaram a vacina contra a varíola nos casos de contacto de alto risco. O ECDC está ainda a desenvolver uma "avaliação de risco" sobre a infeção.

O centro de controlo de doenças deixa ainda algumas recomendações sobre a infeção e apela às organizações de saúde pública que tomem medidas para aumentar a conscientização sobre a disseminação da varíola dos macacos, nomeadamente em "comunidades de indivíduos que fazem sexo casual ou que têm múltiplos parceiros sexuais".

Os doentes com suspeitas de infeção por Monkeypox devem ser "isolados, testados e notificados imediatamente". Deve ainda ser feito o rastreamento dos contactos dos casos positivos.

"Se as vacinas contra a varíola estiverem disponíveis no país, a vacinação de contactos próximos de alto risco deve ser considerada após uma avaliação de risco-benefício. Para casos graves, o tratamento com um antiviral pode ser considerado, se disponível no país", aconselha o ECDC, que está em contacto com os Estados-Membros da União Europeia e os países participantes do Comité de Segurança da Saúde.

O ECDC diz ainda estar a desenvolver "uma rápida avaliação de risco", que deverá ser publicada no início da próxima semana.

A transmissão do vírus pode ocorrer através do contacto com um animal ou humano infetado. Pode ainda ser transmitido através de material contaminado. É o caso de roupas de cama ou roupas de banho. Os sintomas incluem erupção cutânea e gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço.

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Por norma, segundo a ECDC, as lesões começam no rosto e depois espalham-se para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais. O fim do período de contágio ocorre com a cura completa das lesões, ou seja, quando as crostas que se formaram caem.

A par de Portugal, também o Reino Unido já reportou a existência de infeções por monkeypox no país. Espanha tem casos suspeitos, mas ainda nenhum confirmado.

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