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ECMO. Máquinas que põem o sangue a correr fora do corpo

ECMO. Máquinas que põem o sangue a correr fora do corpo

Aparelhos complexos são a última fronteira de salvamento quando o corpo já está a falir. Há 12 doentes ligados à máquina.

Há dois tubos transparentes, grossos como mangueiras de jardim, que entram e saem do corpo do homem de 44 anos. É muito obeso, está acamado, o corpo nu só com uma fralda, coberto até ao peito por um lençol, olhos fechados, está desacordado, e tem à volta dele um arquipélago de máquinas com fios distendidos e ecrãs que pulsam a emitir avisos e sons. Mas são aqueles dois tubos largos e translúcidos que chamam a atenção - estão cheios de sangue que corre por fora do corpo do homem, em permanente circulação; num deles, ligado à linha femoral, abaixo do abdómen, o sangue escorre escuro, o que quer dizer que tem pouco oxigénio, entra numa máquina, é transformado, e sai imediatamente a correr por outro tubo, já vermelho vivo, mais claro, já oxigenado, que reentra nas veias do homem junto à jugular.

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