O Jogo ao Vivo

Portugal

Economia está em "aceleração", diz último relatório do estado de emergência

Economia está em "aceleração", diz último relatório do estado de emergência

O último relatório do estado de emergência, referente ao período entre 16 e 30 de abril e que, esta terça-feira, vai ser discutido no Parlamento, refere que a dinâmica de consumo no país e a confiança dos consumidores estão em "aceleração". Nessa quinzena foram aplicadas 2.787 coimas, menos do que no período anterior.

"No que concerne à dinâmica de consumo, denota-se uma aceleração relativamente ao período anterior", lê-se no relatório, elaborado pelo Governo. "Esta dinâmica é traduzida nos principais indicadores de procura, relacionados com os fluxos financeiros relativos à aquisição de bens ou serviços".

O documento sustenta que "o mês de abril térá sido similar", no que toca ao consumo, "ao mês de novembro de 2020". Essa evolução é lida como representando a "consolidação da trajetória de retoma económica".

Segundo o Executivo, que cita o Instituto Nacional de Estatística, o indicador de confiança dos consumidores tem "recuperado sustentadamente ao longo do tempo". Apesar de ainda se encontrar em terreno negativo (-17,1), o valor de abril representou "uma subida significativa", configurando-se como "o mais elevado" desde março de 2020 (-13,7).

Dessa forma, o "acréscimo de expectativa na evolução económica" deverá fazer com que o país conheça "um maior dinamismo a médio prazo", refere o relatório. A economia portuguesa "demonstra uma tendência de convergência" com a da União Europeia.

Recolher obrigatório foi o maior motivo de coima

Entre 16 e 30 de abril, foram aplicadas, 2.787 coimas no âmbito do período do estado de emergência, valor consideravelmente mais baixo do que as 4.095 da quinzena anterior. O motivo mais comum foi o incumprimento do recolhimento obrigatório (1.749 coimas), seguido do desrespeito da proibição do consumo de álcool (332) e da falta de máscara em espaços públicos (226).

PUB

Foram detidas 24 pessoas nesse período, a maioria (11) por "resistência/coação sobre funcionário no âmbito da situação de emergência". Ao todo, as autoridades encerraram 74 estabelecimentos.

Ensino não causa preocupação e transportes são "adequados"

O regresso às aulas presenciais - o regime à distância acabou a 19 de abril no Ensino Secundário e no Superior - decorreu "de forma bastante tranquila", refere o relatório. Embora tenha havido, "pontualmente", algumas turmas colocadas em regime não presencial, os testes realizados a alunos revelaram números "diminutos" de infeções por covid-19.

A realidade pandémica nas escolas não ofereceu, pois, "uma preocupação significativa". As situações que motivaram maior apreensão por parte das autoridades foram os "ajuntamentos e festas privadas levadas a efeito por jovens", que foram frequentemente fiscalizadas.

Já nos transportes públicos continuou a verificar-se "uma tendência de recuperação dos níveis de procura", sobretudo devido ao retomar da atividade económica e do ensino presencial. Segundo o Governo, a oferta manteve-se "adequada" às necessidades da população.

Agricultura e construção preocupam

"Os setores da construção civil e agrícola continuaram a ser os que maiores preocupações oferecem", refere o relatório. Nesse sentido, as autoridades reforçaram a fiscalização do transporte de trabalhadores desses setores e começaram, por essa altura, a tentar reverter a situação pandémica preocupante no concelho de Odemira.

O documento destaca ainda o número reduzido de surtos em lares de idosos, o que levou a que as Brigadas de Intervenção Rápidas não tenham sido necessárias.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG