Novas orientações

Educação física só com três metros entre os alunos

Educação física só com três metros entre os alunos

Máscaras para alunos e professores serão obrigatórias à entrada e saída do local onde decorrerão as aulas, mas não durante a prática de exercício físico. Educação privilegia o desporto individual.

O Ministério da Educação e a Direção-Geral da Saúde divulgaram na tarde desta terça-feira - dia em que os professores se apresentaram ao serviço nas escolas - as orientações para a disciplina de Educação Física.

A regra, diz, é um distanciamento de "pelo menos" três metros entre cada aluno, durante as aulas de Educação Física, e a opção pela "realização de tarefas individuais, respeitando o distanciamento físico recomendado".

As aulas, dizem as autoridades, devem decorrer ao ar livre sempre que possível e, caso seja decretado um sistema de ensino misto (parte na escola e parte pela internet), esta disciplina deve continuar de forma presencial.

Muitas das recomendações divulgadas pelo gabinete de Tiago Brandão Rodrigues são comuns a outras atividades: a lavagem e desinfeção frequente das mãos e do material utilizado, a criação de circuitos de acesso de forma a evitar o cruzamento de pessoas, a reorganização do material pedagógico para maximizar a distância entre alunos ou a marcação do chão para assegurar esse distanciamento ou a ventilação dos espaços fechados.

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Em concreto para a Educação Física, as aulas devem ser dadas a "grupos reduzidos", sem os quantificar, e de forma ajustada ao espaço disponível, "valorizando a utilização de formas de jogo reduzidas e condicionadas, em função dos propósitos e do contexto de aprendizagem". De preferência, as aulas devem ser dadas "em circuito", em que os grupos de trabalho vão passando por várias estações.

Quanto ao material, equipamento como bolas, raquetas, volantes ou objetos gímnicos portáteis devem ser desinfetados no início do dia e antes e depois de cada utilização.

Os professores devem identificar os alunos que sentiram maiores dificuldades na Escola à Distância e "minimizar os efeitos que o confinamento possa ter tido". Devem também dar autonomia aos estudantes, inclusive através do recurso a apps.

O Ministério da Educação e a DGS tecem, ainda, algumas considerações de cariz pedagógico, por exemplo ao recomendar que os objetivos de aprendizagem sejam ajustados à dimensão e a tipologia dos espaços desportivos, ao número de alunos por turma e número de turmas a ter aulas no mesmo horário e aos recursos materiais existentes.

A orientação surge um dia depois de Filinto Lima, presidente da associação de diretores de escola ANDAEP, ter dito ser urgente a definição de regras de funcionamento para a disciplina.

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