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Escolas privadas fazem batota com as notas

Escolas privadas fazem batota com as notas

A inflação de notas por parte das escolas privadas está a provocar uma "distorção" no acesso ao Ensino Superior, prejudicando sobretudo as escolas e os alunos do ensino público, revela o mais recente relatório do Conselho Nacional de Educação.

Uma "tremenda fonte de injustiça" que leva os autores a concluírem que até um sorteio se revelaria "mais justo" do que o atual sistema de colocação. O Ministério da Educação não escapa às críticas: ao mostrar-se incapaz de corrigir a situação, está a "oferecer publicidade às escolas que inflacionam", contribuindo para aprofundar as desigualdades.

O problema da inflação de notas internas (as que são atribuídas pelos professores no final do ano) já tinha sido levantado no relatório sobre o "Estado da Educação" do ano passado. E o alarme foi suficiente para o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, anunciar, em julho passado, que tinham sido feitas averiguações em dez estabelecimentos de ensino, e abertos inquéritos em quatro deles. O governante não especificou na altura se eram escolas públicas ou privadas, nem se sabe ainda qual a conclusão desses inquéritos. O JN tentou ontem obter esse esclarecimento junto do Ministério da Educação, que limitou-se a responder que o processo está fase de conclusão.

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