educação

Fenprof ouvida na Judiciária sobre exame de inglês

Fenprof ouvida na Judiciária sobre exame de inglês

A Federação Nacional de Professores foi esta quinta-feira ouvida na Brigada Anti-Corrupção da Polícia Judiciária no âmbito de todo o processo que envolve o exame de inglês da Cambridge.

Ao JN, Mário Nogueira, o líder da federação explicou que "há um ano, a Fenprof enviou uma exposição à Procuradoria-geral da República (PGR) com um conjunto de dúvidas sobre esta matéria" e que "a PGR abriu um inquérito". "Nesse sentido, a Fenprof foi hoje ouvida pela PJ".

Para Mário Nogueira, "há coisas no âmbito deste exame da Cambridge que estão pouco transparentes e que devem ser esclarecidas". Nogueira relembra que" a 10 de setembro de 2013 o Ministério da Educação emitiu um despacho em que criava um teste diagnóstico de inglês" e que "logo no dia seguinte, esse despacho foi publicado em Diário da República". Dois dias depois, acrescenta, "foi apresentado ao país o protocolo entre o ministério, a Cambridge, o banco BPI, a Porto Editora, uma empresa com sede no Canadá e uma delegação em Ponta Delgada; e a Fundação Bissaya Barreto".

O presidente da Fenprof entende, primeiro, que "é estranho que um conjunto de recursos públicos, como escolas e professores, sejam alocados a uma entidade estrangeira para vir fazer testes em Portugal". Por outro lado, "também é pouco compreensível que os alunos que queiram fazer este exame - além dos do 9º ano para quem a prova é obrigatória - tenham de pagar os 25 euros correspondentes à escola, e não à Cambridge, e que seja depois a Fundação Bissaya Barreto a passar o devido recibo", pormenoriza.