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Efeitos do furacão "Alex" já se sentem nos Açores

Efeitos do furacão "Alex" já se sentem nos Açores

Os efeitos do furacão "Alex" estão a ser sentidos, com o aumento gradual do vento e chuva nos grupos central e oriental do arquipélago dos Açores.

"Apesar de ainda não ser com a gravidade prevista, começa a sentir-se a influência gradual do furacão", adiantou, pelas 00:00 locais (mais uma hora em Lisboa), disse à agência Lusa a meteorologista Vanda Costa, da delegação regional dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Vanda Costa esclareceu que o furacão está agora a cerca de 500 quilómetros a sul da ilha do Faial, devendo atingir o grupo central (Graciosa, Faial, Pico, São Jorge e Terceira) durante a manhã.

O furacão 'Alex' é o primeiro fenómeno meteorológico desta natureza a acontecer no mês de janeiro em quase 80 anos, de acordo com meteorologistas norte-americanos.

Pode originar ondas até 18 metros e rajadas de vento que podem chegar aos 170 quilómetros/hora no grupo central que, juntamente com o grupo oriental (ilhas de São Miguel e Santa Maria), está sob aviso vermelho devido à chuva, ao vento e à agitação marítima.

Hoje, os tribunais dos dois grupos vão estar encerrados, enquanto nas escolas das sete ilhas não haverá aulas, assim como nos três polos da Universidade dos Açores, que funcionam em Ponta Delgada (São Miguel), Angra do Heroísmo (Terceira) e Horta (Faial).

O Governo Regional recomendou ainda o encerramento das creches e jardins-de-infância, tendo o presidente do executivo, Vasco Cordeiro, determinado o fecho dos serviços da administração regional para as sete ilhas.

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A exceção são "os serviços considerados urgentes e essenciais, nomeadamente hospitais, centros de saúde, serviços de proteção civil, assim como os demais considerados pelos respetivos diretores regionais da tutela".

Também pelo menos seis municípios -- Praia da Vitória (Terceira), Nordeste, Povoação e Ponta Delgada (São Miguel) e Lajes e São Roque (ambos do Pico) -- decidiram pelo encerramento dos serviços.

Todas as 14 corporações de bombeiros dos grupos central e oriental estão de prevenção, anunciou o presidente do Serviço Regional da Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, que deixou um alerta sobretudo para a agitação marítima na madrugada de sexta-feira.

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