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Eleição de Ferro traduz a vontade maioritária de mudança dos portugueses, diz Costa

Eleição de Ferro traduz a vontade maioritária de mudança dos portugueses, diz Costa

O secretário-geral do PS considerou esta sexta-feira que a eleição do socialista Ferro Rodrigues para presidente da Assembleia da República traduz de forma inequívoca a vontade maioritária dos portugueses a favor de uma nova legislatura de mudança.

António Costa falava em plenário após o primeiro discurso de Eduardo Ferro Rodrigues como presidente eleito da Assembleia da República, numa alusão ao facto de a candidatura do socialista a este cargo ter obtido 120 votos num total de 230, presumindo-se assim que tenha contado com os votos de deputados do Bloco de Esquerda, PCP, e "Os Verdes", além da bancada do PS.

"A Assembleia da República expressou de um modo inequívoco a maioria da vontade do conjunto dos portugueses no sentido de que a XIII Legislatura seja marcada desde o início pela mudança e pela construção de um novo estádio da democracia. O início de funções da Assembleia da República expressa bem como a representação dos portugueses se expressa na pluralidade do arco da representação democrática", afirmou o secretário-geral do PS.

Numa nota crítica em relação à comunicação ao país proferida na quinta-feira à noite pelo Presidente da República, Cavaco Silva, o líder socialista considerou que é esse mesmo "arco da representação democrática que dá a todos e a cada um dos deputados, a todos e a cada um dos grupos parlamentares a mesma dignidade, o mesmo estatuto e a mesma representação da vontade dos portugueses".

Numa resposta indireta a apelos à dissidência entre os socialistas logo na eleição do presidente da Assembleia da República, António Costa salientou a importância que resultou do facto de o ato eleitoral que elegeu Ferro Rodrigues ter sido feito por voto secreto dos deputados.

Na perspetiva do líder socialista, a votação por voto secreto "assegura a mais pura liberdade no exercício da vontade responsável" por parte de cada um dos deputados.

"No voto secreto, não há disciplina de voto, mas consciência e responsabilidade no momento do voto - e a liberdade e a responsabilidade do voto depende só da vontade de cada um. Demonstrámos aqui que prezamos muito a nossa liberdade, mas que a nossa liberdade é determinada pela vontade de nós próprios e não é manipulável por qualquer força que pretenda bloquear a mudança que os portugueses votaram e que nós aqui representamos nesta Assembleia da República", advogou.

No seu discurso, que foi várias vezes alvo de sonoros protestos por parte de deputados das bancadas do PSD e do CDS, António Costa saudou cordialmente e elogiou o candidato derrotado a presidente da Assembleia da República, o social-democrata Fernando Negrão.

Em relação à eleição de Ferro Rodrigues, António Costa disse estar certo que será o presidente que representará "a casa da democracia, o órgão de soberania onde está depositada a vontade soberana do povo português".

"Estou certo que saberá exercer esta função não simplesmente como um de nós, mas como o presidente de todos os deputados da Assembleia da República e não apenas da grande maioria que permitiu a sua eleição inequívoca logo à primeira volta", acrescentou o líder socialista, numa nova referência à existência de uma maioria deputados entre as forças da esquerda parlamentar.

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