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Bloco acusa PS de ter disponibilidade para entendimentos "muito virada à direita"

Bloco acusa PS de ter disponibilidade para entendimentos "muito virada à direita"

A porta-voz do BE acusou o PS de ter uma disponibilidade para um entendimento "muito virada à direita" por apenas apresentarem propostas de cortes para a Segurança Social, tal como a coligação Portugal à Frente.

Em Guimarães, numa arruada pelo centro da cidade, Catarina Martins acusou ainda o líder socialista, António Costa, de fazer um "silêncio avassalador" sobre as condições do BE para que haja um entendimento pós-eleições entre Bloco e PS.

"O silêncio avassalador sobre estas matérias - abandonar a ideia de voltar a penalizar os pensionistas e de flexibilizar os despedimentos - e o facto de hoje mesmo ter ficado claro, em mais um debate, que o PS pretende cortar 1000 milhões de euros em prestações sociais, eu julgo que responde sobre a disponibilidade do PS. Claramente é uma disponibilidade muito virada para a direita", disse.

Ainda sobre o debate desta manhã entre Costa e Passos Coelho, a candidata a primeiro-ministro do BE considerou que o confronto "mostrou que tanto a direita como o PS tem muita dificuldade em falar de um tema que é determinante para o futuro do país, que é a Segurança Social".

Segundo Catarina Martins, "Pedro Passos Coelho faz tudo para esconder o que pretende a direita" mas, avisou, o BE não "esquece" que o atual primeiro-ministro "mandou já para Bruxelas o compromisso de corte de 600 milhões de euros em pensões, já no próximo ano, e que no programa PSD/CDS preveem enviar boa parte das pensões para o casino das bolsas".

Quanto ao PS, a porta-voz bloquista considerou que "pela ausência de respostas e pelo que está no programa, o PS prevê uma redução das pensões de 1660 milhões de euros por via do seu congelamento nos próximos 4 anos e prevê ainda cortar mais 1000 milhões de euros em prestações sociais".

Para Catarina Martins, "não é possível que o país fique condenado a escolher entre cortes e cortes" apontando que "há, de facto, outras soluções".

O BE, referiu, "tem dito que a Segurança Social pode ser sustentável não cortando as pensões, não fazendo os trabalhadores pagar mais mas sim fazendo algo de tão simples como proteger as PME, que criam a maior parte do emprego, pedir uma pequena contribuição às grandes empresas".

"Do ponto de vista de fundo, o que o país precisa é de emprego, que as pessoas possam aqui viver, que não sejam obrigadas a emigrar", concluiu.

O debate desta manhã nas rádios entre Passos e Costa mereceu ainda outro comentário da líder do BE.

"Acho extraordinário vermos um debate em PS e a coligação de direita e falar-se mais da autarquia de Lisboa do que os planos para o pais. Acho que as pessoas estão um bocadinho fartas de serem enganadas por quem não tem coragem sequer para responder pelos números dos seus programas", apontou.

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