Legislativas 2015

Costa também pede maioria absoluta

Costa também pede maioria absoluta

António Costa foi sábado ao Porto pedir maioria absoluta para governar e afirmar que só o PS é alternativa ao PSD/PP. No dia anterior, tinha sido Passos Coelho a reclamar poder maioritário para a coligação Portugal à Frente (PàF), sob o espetro de uma crise política em caso de dispersão de votos.

Mas, feito o pedido, a PàF concretizou o receio: a certeza de Passos Coelho e de Paulo Portas é de que, em caso de vitória minoritária, haverá uma união da Esquerda no Parlamento que impedirá a coligação de gerir o país. "Não é uma atitude respeitadora da vontade popular, nem construtiva. O líder do maior partido da oposição já não fala como se fosse ganhar, já só ameaça o que fará se perder", acusou Portas em Amarante.

Para os socialistas, o centrista tem memória curta, pois, em quatro anos de governação, nunca aceitou uma proposta saída da Oposição. Por isso, o apelo à viabilização de um Governo minoritário da coligação não pode ser levado a sério, entende António Vitorino, que discursou no comício do PS repleto de apoiantes, na Cordoaria. "Eu sei que lata não lhe falta, mas lata estragada já é de mais. Quando sentem o chão a fugir-lhes dos pés é que falam em diálogo".

Da boca de António Costa não sai a palavra derrota. O líder do PS só contempla a vitória com condições para governar e promete que o poder maioritário não será absoluto, comprometendo-se a alimentar o "diálogo social" e a estabelecer compromissos políticos alargados. "A única forma segura de fazer esta mudança é votando no PS, criando um Governo maioritário", frisou. Mais à esquerda, todos duvidam dessas garantias. Enquanto a CDU antevê um entendimento entre PS e o PSD/PP em caso de vitória minoritária, já o BE critica a "campanha do vale tudo" e o anseio pelo "poder absoluto" de ambos.

Mas Vitorino avisa que o PS é a única alternativa à coligação, embora possa não ser a "mudança mais radical e acelerada" que alguns portugueses procuram depois de quatro anos de austeridade: "À procura de uma mudança quimérica, podem deixar tudo na mesma. Ao não concentrar votos no PS, podem ser confrontados na noite de 4 de outubro com os rostos de Passos Coelho e de Portas para o próximos quatro anos".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG