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Coimbra: Ainda o metro, quatro anos depois

Coimbra: Ainda o metro, quatro anos depois

O projeto do Metro Ligeiro de Superfície, a ligar os concelhos de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, já era o tema mais falado no distrito de Coimbra na campanha de 2011.

O cabeça de lista do PSD, José Manuel Canavarro, comprometeu-se na rápida reposição do serviço ferroviário de passageiros, garantindo que, se o PSD fosse Governo, iria solucionar o problema. Quatro anos depois, o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, admite que a solução original poderá não ser a melhor, enquanto o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, propõe que a ligação entre Serpins e Coimbra seja feita com autocarros elétricos. Os deputados do PSD por Coimbra exigem que o projeto seja integrado na candidatura a fundos comunitários.

O CDS, que também integra o Governo, assegurou em 2011 que lutaria para que o metro fosse uma realidade. Em março de 2015, o deputado por Coimbra Paulo Almeida questionou o ministro da Economia na Assembleia da República sobre se tinha um projeto alternativo para o Metro Mondego. Do lado do PS, a cabeça de lista Ana Jorge afirmou a vontade de continuar o projeto, apontando 2014 como o horizonte temporal para o retomar da ligação Serpins/Coimbra. O deputado Rui Duarte foi especialmente ativo nesta matéria no Parlamento, tendo recentemente exigido ao primeiro-ministro que cumpra a promessa de há quatro anos.

A extinção da Empresa Metro Mondego, modernização e eletrificação da linha do Ramal da Lousã e melhoria dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra, é uma das propostas da CDU para o distrito. Há quatro anos, o cabeça de lista Manuel Pires da Rocha defendia uma solução que "preconizasse o transporte de pessoas e mercadorias". Defensor da continuidade das obras no Ramal da Lousã, na atual legislatura o Bloco de Esquerda apresentou uma proposta no Parlamento em que exigia a reposição da ferrovia entre Serpins, Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra, rejeitando a possibilidade de uma ligação por autocarro elétrico, admitida pelo primeiro-ministro Passo Coelho.

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