Presidenciais

Marisa Matias encontra aluna cujos pais ajudou e emociona-se

Marisa Matias encontra aluna cujos pais ajudou e emociona-se

Numa escola em Coimbra onde esteve várias vezes a falar sobre a Europa, a candidata presidencial Marisa Matias emocionou-se, esta quinta-feira, ao encontrar a filha de um casal búlgaro que há uns anos ajudou quando estes estavam desempregados.

O toque de entrada do quinto dia da campanha eleitoral de Marisa Matias foi dado na Escola Secundária de Avelar Brotero, em Coimbra, um espaço familiar para a concorrente a Belém apoiada pelo Bloco de Esquerda, que enquanto eurodeputada esteve em diferentes ocasiões no auditório para explicar a Europa aos alunos.

Mas a grande surpresa e emoção do dia para Marisa Matias foi quando uma aluna, Veronica Panayotova, de 17 anos, a abordou e lhe recordou que, há uns anos, a agora candidata presidencial ajudou os seus pais, através de uma associação, que na altura estavam a "passar por uma situação difícil por estarem desempregados".

À agência Lusa, Veronica - nascida na Bulgária, mas a viver em Portugal há 12 anos - contou que foi através de um cartaz da campanha, colocado numa das rotundas de Coimbra, que os pais reconheceram Marisa e até fizeram a jovem "ir ver à internet os sítios onde a candidata tinha trabalhado".

"Por acaso agora ela viu a fotografia da minha mãe no 'Facebook' e lembrou-se dela. Até disse que foi na altura do Natal e a minha mãe já me confirmou pelo telefone", relatou a aluna, que tirou uma 'selfie' com Marisa Matias.

Apesar de ainda não ter idade para votar, Veronica considerou que pessoas como Marisa Matias merecem apoio político porque "não se deve apoiar pessoas que não fizeram nada pela sociedade, mas sim aquelas que estão sempre integradas e ajudar aqueles que delas necessitam".

Depois do discurso de quarta-feira na Voz do Operário, em Lisboa, no qual fez um apelo claro à defesa da escola pública, Marisa Matias quis mostrar um bom exemplo do ensino de "excelência em Portugal".

"Nas centenas de sessões que nos últimos anos fiz nas escolas a tentar explicar aos mais jovens o funcionamento da União Europeia, do Parlamento Europeu, das instituições e também vim a esta escola, como a tantas outras. Houve dias em que se fizeram muitos quilómetros, mais do que em campanha, para se ir a muitas escolas no país porque é um dever nosso quando estamos nos cargos públicos", disse aos jornalistas.

A eurodeputada do BE disse que não tem "o hábito nem a pretensão de falar com os alunos a partir de um ponto de vista que os ponha a pensar" da mesma forma que ela.

"Eu respeito demais os alunos para lhes falar da construção europeia e para lhes dar espaço suficiente de manobra. Para cada questão todas as alternativas disponíveis e eles escolhem a opção deles no final", disse.