Presidenciais

Vitorino Silva critica governos por manterem país com "corda ao pescoço"

Vitorino Silva critica governos por manterem país com "corda ao pescoço"

Vitorino Silva responsabilizou, esta quinta-feira, os sucessivos governos por manterem o país "com a corda ao pescoço" 41 anos após a instauração da democracia.

"Portugal é hoje um país com a corda ao pescoço por culpa de quem? Por culpa dos governantes que nos roubaram e nos enganaram estes anos todos", afirmou o candidato presidencial à entrada do complexo cultural e turístico Portugal dos Pequenitos, criado pelo professor de Medicina Bissaya-Barreto, em Coimbra

Em declarações aos jornalistas, depois de uma visita na companhia da mulher, Maria do Céu Rocha, Vitorino Silva manifestou-se satisfeito por ter regressado a um local que conhece desde a infância. "Mostra o país real, mostra o grande e o pequeno. Fiquei contente por ver os monumentos ali no mesmo espaço com as casas pequenitas" de várias regiões de Portugal, disse.

O calceteiro "Tino de Rans", como também se autodenomina, em homenagem às suas origens, não escondeu o seu entusiasmo em cada ponto de paragem ao longo da visita guiada pela diretora do parque temático, Lúcia Monteiro.

De vez em quando, tentando sempre equilibrar a solenidade de candidato à Presidência da República com alguma espontaneidade de brincalhão, precipitava os operadores de imagem ao encontro de mais uma surpresa, como quando simulou estar a tocar o clarim de uma das estátuas do parque.

"Tem de haver igualdade", afirmou no final da visita, lamentando que "1% das pessoas do mundo tenha tanto como 99%".

Na sua opinião, "vale mesmo a pena" conhecer o Portugal dos Pequenitos, redescobrir a saga dos Descobrimentos encetada pelo Infante D. Henrique, no século XV.

Vitorino Silva recomendou aos restantes candidatos à Presidência para visitarem também o espaço, propriedade da Fundação Bissaya-Barreto. "Que venham aqui e comparem o grande e o pequeno", sublinhou.

Um dos motivos que mais apreciou foi a réplica da janela manuelina do Convento de Cristo, em Tomar, especialmente o pormenor dos nós das cordas trabalhadas em calcário, relacionando o facto com a profissão do seu pai, já falecido, que trabalhou como cordoeiro numa fábrica da Maia.

"Portugal é hoje um país com a corda ao pescoço", que precisa, na sua opinião, "da dignidade e da honra" demonstradas nos primórdios da nacionalidade pela célebre imagem de Egas Moniz, aio do jovem D. Afonso Henriques, e dos familiares com a corda ao pescoço.