Presidenciais 2016

Marcelo: "O povo é quem mais ordena"

Marcelo: "O povo é quem mais ordena"

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou, este domingo, que, enquanto presidente da República, "será livre e isento". No discurso de vitória, disse que o "Presidente da República é o primeiro a querer que o Governo governe com eficácia e sucesso".

O antigo presidente do PSD agradeceu a todos os portugueses que lhe confiaram o voto, mas saudou "com o mesmo espírito" todos os que votaram noutros candidatos: "Todos me merecem o mesmo respeito. Todos fazem parte da pátria que somos, cá dentro e lá fora". "O povo é quem mais ordena e foi o povo que me quis dar a honra de ser eleito Presidente da República", rematou.

No início da sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa explicou a escolha do átrio da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa como o local para esta noite eleitoral.

"Fiz questão de me dirigir ao país esta noite a partir da Faculdade de Direito de Lisboa, casa de liberdade, de pluralismo, de abertura de espírito. Não foi uma opção política, foi uma escolha de natureza afetiva. Ao longo de 50 anos, primeiro como aluno e depois como professor, esta casa fez de mim muito daquilo que sou", justificou.

Marcelo disse ter recebido dos pais e da sua formação inicial "os valores personalistas, a distinção entre o bem e o mal, a preocupação pelo país, o gosto pela simplicidade e o apego aos serviços dos outros".

"A Faculdade de Direito deu-me quase tudo o resto, e deu-me muito: a convicção da importância da educação e da investigação, a ideia do serviço público, a noção de que o futuro se constrói a aprender, a ensinar, a conviver, a partilhar o conhecimento", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que quer uma governação "com eficácia e com sucesso" e uma oposição "ativa e representativa", em nome do interesse nacional e da qualidade da democracia portuguesa. Manifestou a intenção de "fomentar a unidade nacional", "promover as convergências políticas" e "incentivar o frutuoso relacionamento entre órgãos de soberania e agentes políticos, económicos, sociais e culturais" enquanto chefe de Estado.

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"O Presidente da República é o primeiro a querer que o Governo governe com eficácia e com sucesso, porque isso é importante para o sucesso de Portugal. Do mesmo modo é indispensável que a oposição seja ativa e representativa, porque do seu contributo e do seu escrutínio se faz igualmente a força da democracia", considerou.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou pouco depois das 22 horas à Faculdade de Direito de Lisboa e foi recebido com aplausos e gritos de "Portugal" e "Marcelo".

No seu carro próprio, conduzido pelo filho Nuno, ladeado pelas motos das televisões, que acompanharam o percurso do vencedor das eleições presidenciais a partir da sede de candidatura, em Belém.

À saída de Marcelo do carro, e perante um 'batalhão' de repórteres de imagem que o rodeavam, ouviram-se gritos de "Marcelo, Marcelo", ao mesmo tempo que, de colunas instaladas à porta da faculdade, saia uma música instrumental, de tom apoteótico.

Algumas pessoas empunhavam bandeiras de Portugal, avistando-se também pelo menos uma bandeira monárquica, e à entrada no átrio da faculdade onde deu aulas, os apoiantes gritaram "Portugal, Portugal".

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