Presidenciais 2016

Maria de Belém tranquila com ausência de apoio do PS

Maria de Belém tranquila com ausência de apoio do PS

Maria de Belém Roseira disse este domingo ver com "tranquilidade" o facto de o PS não apoiar nenhum candidato à Presidência da República, sublinhando que essa posição dá mais relevo à independência das candidaturas como ato de cidadania.

"O PS decidiu não apoiar nenhum candidato especificamente à Presidência da República, eu sempre tenho dito que tenho concordado com essa posição, porque isso dá mais relevo à independência das candidaturas como ato de cidadania", afirmou a candidata presidencial, quando questionada sobre o apelo do secretário-geral do PS, António Costa, para que os socialistas se mobilizem em torno das candidaturas presidenciais de Maria de Belém Roseira e Sampaio da Nóvoa.

Vincando que vê essa posição com "toda a tranquilidade", Maria de Belém - que falava aos jornalistas no final de uma visita ao lar de idosos da Fundação José Relvas, em Alpiarça - recusou que enfraqueça a sua candidatura, argumentando que "quem decidir votar vota em função das opções que estão à sua escolha".

"Vejo com toda a tranquilidade", enfatizou.

Questionada sobre o facto de António Costa ter equiparado a primeira volta das eleições presidenciais a umas "primárias" da esquerda portuguesa, Maria de Belém Roseira disse apenas que não iria comentar essa declaração.

Na sua primeira ação da campanha oficial para as eleições de 24 de janeiro e com o socialista e ministro da Cultura, João Soares, a seu lado, Maria de Belém Roseira destacou o simbolismo de se ter deslocado à Fundação que tem o nome do proclamador da República, frisando que uma das "imagens de marca" da sua candidatura é dar revelo à importância da economia social.

Interrogada sobre qual é o seu eleitorado, Maria de Belém Roseira disse que é "diversificado", acrescentando que além de lares de idosos, durante a campanha irá visitar instituições de outra natureza como universidades ou instituições que fazem investigação.

"Vamos visitar tudo aquilo que deve ser conhecido e reconhecido em Portugal. O programa é diverso e muitas pessoas apoiarão a minha candidatura que não apenas aquelas que estão no espaço da solidariedade social, que é uma área à qual eu dediquei grande parte da minha vida como voluntária e também grande parte da minha vida profissional", sustentou.

Maria de Belém Roseira foi ainda questionada se o lar onde esteve esta manhã poderia ser uma das instituições que visitaria com chefes de Estado estrangeiros, respondendo que "depende daquilo do que for considerado um programa adequado".

A este propósito, a candidata presidencial lamentou que se tenha distorcido ou contado apenas "metade" das suas declarações, lembrando que não falou apenas em lares, mas referiu que seria importante que conhecessem instituições de ensino superior, instituições de ponta', também instituições na área da economia social, "porque também fazem parte da nossa forma de estar no mundo".