Legislativas 2015

Passos e Costa defendem que debate foi esclarecedor, com críticas à mistura

Passos e Costa defendem que debate foi esclarecedor, com críticas à mistura

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, e o secretário-geral do PS, António Costa, defenderam hoje, após o último debate entre os dois, que o frente-a-frente foi esclarecedor, com o socialista a criticar o opositor.

"Espero que com as regras que seguimos neste debate ele possa ter contribuído ainda mais do que o da semana passada para o esclarecimento dos portugueses. Confrontámos ideias que se percebe que são muito distintas, quer sobre o passado, quer sobre o futuro", apontou Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas.

Já António Costa, que respondeu às perguntas dos jornalistas, ao contrário do que fez na semana passada, afirmou que "ficou claro que o dr. Passos Coelho não tem nada a propor aos portugueses relativamente ao futuro a não ser esconder, mais uma vez, o seu programa", que para o líder socialista, constitui cortes, a privatização da Segurança Social e o ataque à escola pública e ao Serviço Nacional de Saúde.

Questionado sobre a poupança nas prestações sociais, tema bastante discutido durante o debate, o secretário-geral do PS referiu que é uma economia de cerca de 250 milhões de euros por ano na despesa da Segurança Social, acrescentando que as prestações que não sejam pensões vão ser suportadas pelos impostos.

Para António Costa, o primeiro-ministro está "preso à traição à palavra dada na anterior campanha eleitoral e ao fracasso que foi a sua governação nos seus dois principais objetivos".

"Por isso os portugueses não podem contar com nada de novo do dr. Pedro Passos Coelho para os próximos anos", considerou, tendo vincado, de novo, que o PS "tem compromissos escritos, com as contas feitas".

Tendo elencado as propostas do seu partido, o secretário-geral socialista sublinhou a importância de "abandonar a postura submissa e passiva que este Governo tem tido" no quadro europeu, batendo-se "por um novo impulso para a convergência com a União Europeia".

Quanto ao debate, o líder socialista afirmou ter feito o que lhe competia, explicar aos portugueses o programa do seu partido, e procurar que o opositor fizesse o mesmo, acusando-o de esconder as suas intenções quanto ao futuro.

Por seu turno, e afirmando não negar as dificuldades herdadas, o primeiro-ministro defendeu que as mesmas foram ultrapassadas e que a economia está a crescer.

"Mesmo quando os nossos opositores e o Partido Socialista nega a realidade de recuperação que estamos a viver, os portugueses sentem que há mais emprego a ser criado, que a economia está a crescer", frisou.

Passos acusou ainda Costa de não ter uma política de alianças definida e de mostrar "simpatia nuns dias por quem quer sair da União Europeia e do euro, noutros dias quer-se comportar como muito moderado e dizer que tem uma alternativa que cumpre as regras".

"Mas na prática, aquilo que nós sabemos é que os partidos na Europa que começaram com este discurso acabaram a ter de executar mais austeridade do que aquela que existia antes, e esse caminho nós não queremos para Portugal", vincou.

O líder da coligação Portugal à Frente afirmou ainda que Portugal "tem hoje condições para perceber quem é que tem vontade de acrescentar futuro, como já acrescentou até aqui".

Este foi o último debate entre os dois candidatos, e teve moderação e transmissão simultânea na Rádio Renascença, Antena 1 e TSF.

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