Nacional

Passos quer ajuda de Costa para "plataforma de governabilidade"

Passos quer ajuda de Costa para "plataforma de governabilidade"

Passos Coelho garantiu, esta quarta-feira de manhã, querer reunir "rapidamente" com António Costa, com vista à criação de uma "plataforma de governabilidade", que permita uma "cultura de estabilidade" nos próximos quatro anos.

O líder do PSD, que já contactou o líder socialista, alertou que seria "muito negativo" o país ficar sem Orçamento de Estado para 2016.

Na assinatura do "Acordo de Governo" entre o PSD e o CDS-PP, no Hotel Sana, em Lisboa, o líder social-democrata frisou que "os dois partidos que compõem esta coligação já deram o contributo para essa plataforma de governabilidade".

PUB

"Justamente, nesse sentido, tive oportunidade, já esta manhã de transmitir diretamente ao dr. António Costa a nossa intenção de, tão rapidamente quanto possível, reunir com o PS, no sentido de promover as condições que permitirão materializar esta cultura de diálogo, de compromisso e responsabilidade na nova legislatura que se vai iniciar", disse Passos, ao lado do líder centrista, Paulo Portas.

Segundo Passos, "é muito importante agora que os restantes partidos com assento na Assembleia da Republica assumam também as suas responsabilidades e possam abrir uma porta de diálogo, de compromisso e de responsabilidade". "Que assegurem aos portugueses que a vontade do eleitorado seja respeitada, por um lado. Mas que, por outro, o país terá um Governo com estabilidade para poder governar", salientou.

Após adiantar que "ainda esta semana" pretende "concretizar uma reunião com o Partido Socialista, o presidente do PSD enfatizou que "seria imperdoável para Portugal que o país não estivesse em condições de tirar pleno partido de todos os sacrifícios que permitiram chegar a este resultado e deixar o país, por exemplo, sem Orçamento de Estado para 2016".

Disse Passos que esse facto "seria muito mau para a retoma económica que estamos a viver, seria muito negativo para própria credibilidade junto dos nossos parceiros europeus, e também junto dos investidores internacionais".

Porém, o líder da coligação vencedora das legislativas, não está disponível para abdicar do cumprimento do Tratado Orçamental, aludindo ao "quadro de realismo que a politica orçamental necessita de poder respeitar nos próximos anos". "Uma vez que não temos a maioria", explicou, há que "assegurar as condições de viabilização dos documentos que contêm a estratégia orçamental do pais, que podem e devem ser apresentados à União Europeia e à Comissão Europeia".

Passos Coelho considerou que "é muito natural que até à data em que os dados oficiais sejam publicados", ou seja, em princípio no dia 14, com a contagem dos votos dos emigrantes, "exista tempo adequado para gerar estas condições de governabilidade".

Até lá, frisou: "não vale a pena estar a alimentar qualquer romance sobre a constituição de um Governo".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG