Legislativas 2015

Passos quer maioria mas é contra poder absoluto

Passos quer maioria mas é contra poder absoluto

O presidente do PSD afirmou, este domingo, que quer maioria parlamentar, mas que é contra o poder absoluto, não utilizando esse adjetivo, e defensor da separação entre a política e a justiça e da lei igual para todos.

"Não é por haver uma maioria no parlamento que não temos equilíbrio de poderes e separação de poderes. À justiça o que é da justiça, ao Presidente da República o que é do Presidente da República, ao parlamento o que é do parlamento, ao Governo o que é do Governo, e à sociedade civil o que é da sociedade civil", declarou Pedro Passos Coelho, num jantar comício da coligação PSD/CDS-PP, em Braga.

"Já perceberam porque é que eu não gosto de falar em absoluto. Tal poder não existe, e ainda bem", acrescentou o presidente do PSD. "Eu gosto de uma democracia em que os poderes se equilibrem, em que as pessoas saibam e confiem que a lei é para todos e é respeitada. O que nós queremos, portanto, não é o absoluto. O que nós queremos mesmo é estabilidade para poder governar, e isso toda a gente sabe o que é", concluiu.

Passos Coelho disse que pretende "governar para todos os portugueses" e não apenas para o eleitorado da coligação PSD/CDS-PP, e no final do seu discurso reiterou a disponibilidade para "assumir compromissos que estejam ao lado do país", a seguir às legislativas.

"Nestes quatro anos, reiteradamente, tivemos essa atitude. Tivemo-la durante a campanha também", reivindicou, acrescentando: "E não deixaremos de a ter no dia a seguir às eleições, porque nós não amuamos nunca com os resultados das eleições".

Antes, Passos Coelho colocou em planos diferentes o futuro dos partidos e o futuro do país que vai ser decidido nas próximas eleições, dizendo que "o que está em causa não é o futuro dos membros do Governo, não é o futuro político dos nossos partidos" e que "estas eleições não podem ser reduzidas à expressão dos partidos".

Mais à frente, sugeriu que um eventual cenário de instabilidade que implique "arranjos e arranjinhos" poderia deixar "muita gente nos partidos satisfeita", mas significaria "um país adiado em crise política".

"Eu não desejo essa instabilidade para o meu país", acrescentou.

Outras Notícias